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Professor de informática é preso suspeito de pedofilia em SP

Ex-vizinha, de 23 anos, disse que foi abusada pelo homem durante mais de dez anos

São Paulo|Do R7, com Agência Record e Estadão Conteúdo

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O técnico de computação Fernando Caetano dos Santos, de 57 anos, foi preso em sua casa, no bairro Bom Retiro, região central de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17). O homem é acusado de estuprar crianças e adolescente de 12 a 16 anos. Segundo a Polícia Civil, quatro casos estão confirmados e outros quatro, sob investigação.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, na segunda-feira (10), uma mulher de 23 anos compareceu à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher e contou aos policiais que, em 2001, iniciou um curso de informática na casa de Santos. Eles eram vizinhos de bairro e, na época, ela tinha oito anos.


O curso seguiu até quem em 2003, a criança foi estuprada pelo suspeito. Ela contou à polícia que os atos consistiam em sexo oral, toques em suas partes íntimas, carícias e beijos pelo corpo. Os abusos continuaram até a vítima completar 19 anos e se mudar de casa.

Os policiais da 1ª DDM (Delegacia da Mulher) apuraram que o suspeito se passava por professor de reforço escolar e oferecia seus serviços em comunidades carentes do Bom Retiro. Ele conquistava a confiança dos pais e levava as crianças até a sua casa, onde aconteciam os abusos.


A vítima também explicou que, no início, tentou avisar a família, mas ninguém acreditou nela e diziam que o homem era uma boa pessoa. Ainda segundo ela, outras crianças também eram vítimas do pedófilo. Ele as atraía oferecendo doces e dinheiro, e também tinha costume de fotografá-las.

A mulher contou que resolveu fazer a denúncia após assistir uma aula sobre Violência Contra Mulheres. Além disso, a vítima acabou descobrindo que sua vizinha na época, uma garota de 12 anos, também frequenta a casa de Santos e, ao conversar com a menina, ficou sabendo que ela também era abusada pelo professor. Nos outros três casos, há dois adolescentes de 15 e 16 anos, e uma jovem de 19, que afirma ter sido abusada dos 10 aos 16 anos.


Na casa, foram recolhidos equipamentos eletrônicos como computadores, notebooks, celulares, fotografias, documentos, pen drives, entre outros materiais que servirão como provas para o inquérito. Havia material pornográfico.

Ainda conforme informações do boletim de ocorrência, o caso foi registrado e, diante dos fatos, a delegada expediu os mandados de busca e apreensão e o de prisão temporária (30 dias), para investigar as informações dadas pela vítima. Em depoimento, o suspeito negou as acusações.

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