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Promotor não descarta prisão de mais policiais por mortes em Campinas

Cinco soldados foram presos suspeitos do assassinato de um jovem no mesmo dia da chacina

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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O secretário Fernando Grella fala durante coletiva na Delegacia Seccional de Campinas, na tarde desta quinta-feira
O secretário Fernando Grella fala durante coletiva na Delegacia Seccional de Campinas, na tarde desta quinta-feira

O promotor Ricardo Silvares, que acompanha o caso da chacina que deixou 12 mortos em Campinas, no interior de São Paulo, disse nesta quinta-feira (30) não descartar a possibilidade de que mais policiais militares sejam presos suspeitos de envolvimento nos crimes. Nesta quarta-feira (29), cinco soldados tiveram a prisão temporária decretada e foram levados para o presídio militar Romão Gomes.

— Não é possível afirmar agora se outras [prisões] virão. É possível [que venham].


A polícia tem evidências da participação dos cinco soldados na morte de Joab das Neves, de 17 anos, baleado no mesmo dia da chacina, mas sem relação comprovada com os assassinatos em série. Os crimes podem estar vinculados, no entanto, porque foram realizados da mesma maneira, de acordo com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

— O fundamento que permitiu à polícia representar, ao Ministério Público concordar e ao juiz decretar as prisões está vinculado incialmente a um fato, mas não quer dizer que eles não sejam eventualmente responsáveis pelos demais fatos.


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Grella afirmou, ainda, que se a participação dos policiais se confirmar, eles serão expulsos da corporação.

— A Secretaria da Segurança Pública, as polícias e o governo do Estado não toleram erros e desvios de conduta por parte de policiais. A tolerância quanto à corrupção e quanto a crimes é zero. Estando comprovado o envolvimento de policiais nos crimes, eles serão, sem dúvida nenhuma, expulsos sem prejuízo do processo criminal que vai tramitar no âmbito do judiciário.

As declarações foram feitas em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, na qual também esteve presente o coronel Carlos de Carvalho Júnior, comandante de policiamento do interior. Segundo ele, os oito policiais responsáveis pelo patrulhamento da região no momento dos crimes já estão sendo investigados.

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