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Pronatec impôs limite na oferta de vagas por instituições privadas

São Paulo|Do R7

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Uma das principais vitrines do governo Dilma Rousseff na área de educação, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) impôs um limite na oferta de vagas por instituições privadas, conforme edital do Ministério da Educação (MEC) publicado na última segunda-feira no Diário Oficial da União.

A fixação de um limite para a participação das privadas marca mais um round na relação do setor com o MEC, após o ministério publicar em dezembro uma portaria com alterações no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que levou as ações de empresas da área de educação despencarem na Bolsa de Valores.

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Criado em 2011, o Pronatec é voltado para a capacitação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, por meio de uma complexa teia de instituições que engloba a rede federal de educação profissional, redes estaduais, distritais e municipais, além do sistema S. Jovens, trabalhadores e beneficiários de programas sociais são o principal público-alvo do programa. Desde 2013 instituições privadas habilitadas pelo MEC começaram a ofertar vagas para os cursos. A meta do governo é disponibilizar 12 milhões de vagas nesta segunda fase - na primeira, foram cerca de 8 milhões.

O novo edital, assinado pelo secretário Marcelo Machado Feres, estabelece as regras para a adesão ao Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), para ingresso no primeiro semestre de 2015. Conforme o edital, no caso das instituições privadas de ensino superior, poderão ser aprovadas vagas que representem até 50% do total de ingressantes regulares nos seus cursos de graduação. O teto é o mesmo para as instituições privadas técnicas de nível médio, que poderão aprovar vagas até o limite de 50% do total de ingressantes regulares nos seus cursos técnicos. Quando o número de ingressantes regulares em uma instituição privada for inferior a 700 alunos, será admitida a possibilidade de oferta de até 350 vagas.

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O edital também estabelece que no caso de instituições privadas só poderão ser aprovadas, por mantenedora, vagas até o limite de 10% do total de vagas aprovadas na edição corrente. No caso de instituições privadas de ensino superior, os cursos técnicos poderão ser disponibilizados apenas onde houver a oferta de pelo menos um curso superior correlato.

Procurado pela reportagem, o MEC informou que as regras valem para esse edital específico do Sisutec e que o objetivo das restrições é promover uma "distribuição melhor de vagas entre as instituições". O edital prevê que a oferta de vagas das instituições será analisada pelo ministério, que levará em consideração critérios como a disponibilidade orçamentária do governo, a distribuição regional - com prioridade para a oferta de pelo menos 30% do total de vagas para as regiões Norte e Nordeste - e indicadores de qualidade, entre outros.

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