Protesto contra demissões na TAM fecha acessos ao aeroporto de Congonhas
Cerca de 70 manifestantes bloqueavam a avenida Washington Luís e o túnel Paulo Autran
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Um protesto contra as demissões na companhia aérea TAM fechava dois acessos ao aerporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (8). A Polícia Militar informou que cerca de 70 pessoas participavam da manifestação que começou por volta das 4h30.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os manifestantes bloqueavam dois acessos. Por volta das 6h30, eles ocupavam totalmente o sentido bairro da avenida Washington Luís, na altura da praça Lineu Gomes e também bloqueavam o túnel Paulo Autran.
A opção, segundo a empresa municipal, era seguir em frente e usar o próximo retorno.
Leia mais notícias de São Paulo
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) informou que o protesto não interferia nas atividades do aeroporto. Segundo a assessoria de imprensa, os passageiros tinham dificuldade de entrar em Congonhas, mas a operação não estava prejudicada.
Contra demissões
O presidente do Sindicato dos Aeronautas de São Paulo João Pedro Passos de Sousa Leite disse, na noite de quarta-feira (7), que “o objetivo é bloquear as entradas e os acessos do aeroporto”.
— Nós vamos dificultar o acesso, inclusive de passageiros, o que deve dificultar severamente as atividades do aeroporto.
A categoria não aceita as recentes demissões anunciadas pela TAM. A companhia aérea alega que está “adequando o quadro funcional à realidade operacional já em vigor”.
Uma assembleia, na quarta-feira (7), terminou em acordo entre a empresa e o Sindicato Nacional dos Aeronautas. Foram oferecidos um programa de LNR (licença não remunerada) e o PDV (programa de demissão voluntária), aos comandantes, copilotos e comissários. O primeiro vale somente aos tripulantes dos aviões Airbus A319, 320 e 321.
O presidente do sindicato paulista considerou o acordo “ilegítimo”.
— Contém propostas ilegais, como a licença sem vencimentos, que não tem previsão legal para empresas privadas.
Após a assembleia, alguns trabalhadores descontentes resolveram protestar no saguão e na área externa do aeroporto de Congonhas. Eles caminharam por todo o terminal com faixas e cartazes.
Ele espera que a proposta seja refeita e disse que a classe vai organizar novos protestos, caso não haja negociação.
— Se a TAM prosseguir com intenção de fazer essas demissões e o próprio governo não interferir, que deveria, porque ele é o poder concedente e a TAM é uma concessionária do serviço público, provavelmente nós iremos espalhar essas paralisações pelo País todo, em vários aeroportos.








