PSDB, PT e PSD fecham chapa única na Câmara Municipal de SP
Vereador José Américo conseguiu apoio para ser reeleito presidente da Casa
São Paulo|Do R7
O vereador José Américo (PT) conseguiu na sexta-feira (6) apoio do PSDB e do PSD para ser reeleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo. A eleição é no dia 15. O anúncio feito pelos tucanos e pelo partido comandado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab minou a articulação feita por oposicionistas, incluindo Eduardo Tuma (PSDB), líder da bancada evangélica, a favor da candidatura de Milton Leite (DEM).
Até a noite de quinta-feira (5), Leite ainda tentava obter a adesão de aliados do governo insatisfeitos com a perda de cargos nas subprefeituras. Em novembro, 14 vereadores da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT) tiveram aliados exonerados após votarem contra o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
O próprio Kassab apoiava a candidatura de Leite. Vereador mais votado de São Paulo e no sétimo mandato, Trípoli era um dos articuladores. Para desmontar a candidatura de oposição, Américo exigiu dos líderes de bancada, a partir de terça-feira (3), a assinatura em uma lista na qual assumiam o compromisso de votar respeitando a proporcionalidade das bancadas.
Dessa forma, o PSDB, com a segunda maior bancada, assegurava a primeira-secretaria da Mesa Diretora, segundo cargo mais importante após a presidência. Ao PSD, terceira maior bancada, foi prometida a manutenção da vice-presidência, hoje ocupada por Marco Aurélio Cunha (PSD).
Diante dos riscos de embarcar em uma candidatura de sucesso improvável e garantir cargos importantes na Mesa Diretora em ano eleitoral, PSDB e PSD ficaram com a segunda opção. O "fair play" adotado pelas duas siglas, rivais históricas, também tenta impedir o renascimento de um "centrão" fisiológico que comandou a Casa entre 2005 e 2010.
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Ao lado do líder do PSDB, Floriano Pesaro, Américo afirmou ao Estado na sexta-feira (6) que "o Parlamento precisa ser governado por uma coalizão entre os dois grandes partidos. Como ocorreu neste ano".
Américo tem uma lista com 44 assinaturas de apoio - ele precisa de 28 votos dos 55 parlamentares para ser reeleito.
— Lutamos para compor as duas maiores forças políticas do País. Isso permite manter uma estabilidade necessária na Casa para um ano em que vamos analisar o Plano Diretor", emendou Pesaro. "Respeitar a proporcionalidade é respeitar as urnas.
Sem rival
Na noite de quinta-feira (5), ciente da debandada de apoios à candidatura, Leite declarou que não disputaria mais a eleição.
— Não sou candidato.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.















