Quadrilha sequestra em sequência motorista de aplicativo e família na zona oeste de SP
Um suspeito foi preso e outros três conseguiram fugir. Vítimas foram obrigadas a fazer transferências bancárias via Pix
São Paulo|Isabelle Amaral, do R7

Um homem foi preso após sequestrar, em sequência, um motorista de aplicativo e uma família, na região do Butantã, na zona oeste de São Paulo, na noite de domingo (23). Outros três suspeitos conseguiram fugir.
O motorista de aplicativo recebeu um chamado para um shopping de Taboão da Serra, na região Metropolitana de São Paulo.
Ele buscou um rapaz e, ao chegarem no destino final, quando o passageiro realizaria o pagamento pela corrida, outros três suspeitos entraram no carro. O motorista foi rendido e colocado no banco de trás do seu carro, um Ford Ka preto.
Eles exigiram carteira, dinheiro e celular desbloqueado para a transferência de Pix. A quadrilha deu uma volta com a vítima e, posteriormente, a colocaram no porta-malas.
O motorista afirmou que eles rodaram por cerca de duas horas com ele. Acredita, até, que abordaram outras vítimas no caminho, pois eles sempre paravam o carro, desembarcavam correndo e logo retornavam.
Até que, determinado momento, o carro parou e a quadrilha desembarcou. Ele ouviu um choro de criança e em seguida percebeu que o veículo havia sido abandonado ligado e aberto no meio da via.
Um homem, que passava pelo local, percebeu a movimentação e se aproximou do automóvel. Foi quando ele perguntou se havia alguém no interior do veículo e o motorista respondeu, sendo libertado.
Família abordada
Os criminosos haviam fechado uma Audi Q3 branca, ocupada por uma família - casal e filha de 8 anos, que foram rendidos.
O homem relatou que havia saído da casa de alguns amigos por volta das 22h e tinham levado uma colega até sua casa, na rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo.
Na volta para a casa, próximo à avenida Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia, foram fechados por um Ford Ka preto. Neste momento a vítima percebeu que seriam assaltados.
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Suspeitos armados desembaram do carro e já começaram a abrir as portas do veículo da família. Eles retiraram o casal dos bancos da frente e os colocaram atrás com a criança.
O grupo tomou todos os pertences deles, como joias, celulares e carteiras. Eles também exigiram as senhas dos aparelhos e dos aplicativos dos bancos para realizarem transferências.
Os suspeitos dirigiram cerca de cinco minutos, até o km 17 da rodovia Raposo Tavares, onde entraram e pararam em uma rua sem saída. O homem foi colocado no porta-malas e os criminosos pegaram os cartões para passaram nas máquinas para clonarem.
Em seguida, os criminosos seguiram por cerca de 20 a 30 metros, quando foram abordados pela Polícia Militar.
Acompanhamento
O veículo, um Audi Q3, já estava sendo acompanhado pela PM, quando passou pelo sistema detecta. Os agentes se deslocaram ao bairro João XXIII, próximo a rodovia Raposo Tavares, onde é conhecido por conter cativeiros.
Pela rua Frei Claude Alberville, os agentes avistaram o carro e deram ordem de parada. Neste momento, a viatura da PM conseguiu fechar o carro e realizar a abordagem. Pelo menos dois deles conseguiram fugir a pé por uma comunidade localizada nas proximidades.
O outro ainda estava no interior do carro. Ele utilizou a criança como escudo, porém, acabou se entregando.
Ambas as vítimas afirmaram que os criminosos agiram de forma violenta. Eles receberam ameaça de morte e foram agredidos com a arma durante o assalto.
Os dois também relataram que já foram assaltados anteriormente, porém nenhuma delas com sequestro.
Já o motorista de aplicativo afirmou que realizou a corrida para três homens que, ao chegarem ao destino final, anunciaram o assalto, levando seu celular e dinheiro.
Pelo menos mil reais foi transferido da conta bancária do motorista, além de seus objetos. Já da família, o prejuízo, até o momento, foi de R$20 mil dos pertences levados. Eles ainda não tiveram acesso às suas contas.
O preso completou 18 anos há poucos dias e já possui antecedente quando menor de idade pelo crime de tráfico de drogas.
O caso foi registrado no 89º DP (Morumbi).
O R7 teve acesso aos relatórios do Núcleo de Situação Carcerária, da Defensoria Pública de São Paulo, onde há diversas imagens e informações sobre como os presos vivem nas penitenciárias do estado. Muitas unidades têm superlotação, infestação de inseto...
O R7 teve acesso aos relatórios do Núcleo de Situação Carcerária, da Defensoria Pública de São Paulo, onde há diversas imagens e informações sobre como os presos vivem nas penitenciárias do estado. Muitas unidades têm superlotação, infestação de insetos, mofo, comida estragada ou com a presença de bichos... porém, as condições variam em cada unidade







































