Responsável por conciliação no TRT depende de ônibus
Tribunal do Trabalho julga, na próxima segunda-feira, legalidade da paralisação dos rodoviários
São Paulo|Do R7
Responsável pela audiência de conciliação no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª. Região) a desembargadora e vice-presidente judicial do órgão, Rilma Aparecida Hemetério, foi uma das prejudicadas pela greve de ônibus nesta semana. Ela é usuária do sistema de transporte coletivo há quatro anos.
— Nas minhas atividades diárias, se persistisse o movimento, afetaria muito.
Durante a audiência, a magistrada chegou a dizer que não tem carro. Ao fim da sessão, afirmou à reportagem que deixou de renovar a sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) há mais de dez anos. Acostumada a lidar com dissídios de greve de categorias relacionadas ao transporte coletivo, Rilma cobrou mais seriedade das partes envolvidas.
— Não foi por isso que lutamos para ter a garantia de greve prevista em lei. É preciso que todos tenham consciência da sua responsabilidade social.
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Julgamento
O Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo marcou para a próxima segunda-feira (26), às 17h, o julgamento da paralisação de motoristas e cobradores na capital paulista. Três magistrados vão avaliar se a paralisação foi abusiva. A relatora do processo é a desembargadora Ivani Contini. As empresas de transporte poderão descontar os dias em que os trabalhadores ficaram parados e até demitir por justa causa, se o movimento for considerado ilegal.















