Logo R7.com
RecordPlus

Retirada de água de braço formador da Billings é 'falso problema', diz Sabesp

Presidente da companhia criticou a comparação da qualidade dessa água com a de cercanias

São Paulo|Do R7

  • Google News

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, considera que o clima de "desconfiança" na sociedade tem trazido dificuldades para que a companhia debata propostas de enfrentamento da crise hídrica. Durante congresso em São Paulo, nesta terça-feira (4), ele citou a proposta da companhia para outorga do Sistema Cantareira e a retirada de água do Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings.

— Vivemos um contínuo bombardeio sobre nossas iniciativas. Temos dificuldade como prestadores de serviço público porque somos vistos com desconfiança.


Sobre Rio Grande, Kelman disse que a água desse braço formador da Billings é "usada há décadas sem problema nenhum". Ele criticou a comparação da qualidade dessa água com a de cercanias.

Leia mais notícias de São Paulo


Já a respeito da outorga do Cantareira, o executivo afirmou que há água suficiente para abastecer tanto a população da Bacia de Piracicaba quanto a da Região Metropolitana de São Paulo.

— Mostramos que tem água para as duas populações, não tem razão para discutir.


O mesmo foi dito sobre a Bacia do Paraíba do Sul, sobre a qual Kelman disse que há água suficiente para abastecer o Rio de Janeiro e São Paulo.

— Fica tudo difícil porque tudo é visto com desconfiança.


Ele instou a companhia a "aumentar seu capital cívico". Durante sua fala, o executivo citou artigo do economista André Lara Rezende, afirmando que a falta de "capital cívico" faz com que o Estado e prestadores de serviços sejam percebidos como criadores de dificuldades.

— Cria-se um clima de insegurança pela falta de confiança pela percepção de que administradores estão sempre agindo com uma agenda escondida, mas não precisa ser assim, podemos fazer coisas de forma transparente.

O executivo ainda ponderou que consumidores acabaram sendo afetados com a queda na produção de água diante da crise hídrica, mas disse que a companhia trabalha para "minimizar o sofrimento da população".

— Deve se minimizar o sofrimento, mas não é possível que, cortando a produção, a percepção dos consumidores seja de normalidade, não é possível garantir isso.

Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.