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Reunião termina sem acordo e greve no metrô pode começar na quinta-feira 

Secretário se comprometeu a intermediar acordo entre companhia e funcionários 

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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Pela primeira vez, o secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, sentou-se à mesa com metroviários para discutir reinvindicações da categoria. O convite foi feito pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que intermedeia as negociações entre a companhia e os trabalhadores. A audiência, que terminou por volta das 17h desta segunda-feira (2), foi marcada para tentar evitar a greve que está marcada para a próxima quinta-feira (5).

O secretário se comprometeu a tentar elevar o reajuste salarial – atualmente o metrô oferece 7,8% – e apresentar uma nova proposta na quarta-feira (4), quando haverá outra audiência. O TRT sugeriu 9,5% de aumento, mas o Sindicato dos Metroviários quer ao menos 16%. Os trabalhadores também querem que a empresa se comprometa a discutir o plano de carreira.


O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Melo Prazeres, afirmou que a reunião de hoje “não avançou muita coisa”, mas que espera que a presença do secretário possa refletir em alguma proposta que os funcionários concordem.

— Eu estou com a expectativa de que, na quarta-feira o secretário consiga trazer uma proposta concreta. Se não trouxer, ou a proposta não for a contento, de fato nós vamos fazer uma paralisação do metrô a partir de quinta-feira.


Fernandes disse apenas que “o governo está presente e quer negociar sem greve”. A desembargadora Ivani Contini, que presidiu a audiência, pediu a ele “empenho especial”.

— A presença do secretário foi importante porque ele gerencia toda a massa de transporte do Estado de São Paulo e sabe quais são as dificuldades do setor.


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Os metroviários irão aguardar até quarta-feira pela manhã, quando a companhia poderá apresentar outra proposta salarial, que será votada em assembleia no mesmo dia. Eles pediam 35,47% de aumento, mas já garantem que podem encerrar as negociações sem greve se o reajuste ficar em torno de 16%.

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