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Rodízio de veículos segue suspenso nesta quinta-feira em São Paulo

Prefeitura anunciou que restrição a veículos não valerá até sexta por conta da cratera que se abriu em obra do Metrô

São Paulo|Do R7

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Trânsito liberado apenas na pista expressa da Marginal Tietê
Trânsito liberado apenas na pista expressa da Marginal Tietê DOUGLAS SCHINATTO/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO 02/02/2022

O rodízio municipal de veículos de São Paulo (SP) continua suspenso até sexta-feira (4). A decisão da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) foi tomada por conta da cratera que se abriu na marginal Tietê, após um acidente na obra da Linha 6-Laranja do Metrô, no Piqueri, zona norte da capital paulista.

Inicialmente válida para terça-feira (1º), dia do acidente, a medida foi estendida pela companhia para entre quarta (2) e sexta. A proibição de circulação dos automóveis pelos corredores e faixas exclusivas de ônibus, bem como a zona azul, está mantida.


A interdição das pistas local e central no sentido Ayrton Senna da marginal Tietê gerou transtornos ao trânsito na terça e na quarta-feira. Linhas de ônibus que passam pela região estão sendo desviadas pela prefeitura, medida que, no entanto, não é suficiente para evitar os congestionamentos. 

O governo de São Paulo aguarda novas informações da empresa Acciona, responsável pela construção da Linha 6-Laranja do Metrô e que está realizando os reparos na área, para passar um prazo mais preciso para a liberação da pista central. O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Paulo Galli, afirmou na quarta-feira que, se não houver necessidade da instalação de estacas para a contenção da avenida, há a possibilidade de liberação da pista central num prazo de dois a três dias. Caso seja necessário o estaqueamento, esse prazo aumentaria para 11 dias. Novas informações sobre o prazo para liberação devem ser divulgadas nesta quinta-feira.


Desabamento

O desabamento de parte das obras da Linha 6-Laranja do Metrô ocorreu na manhã da terça-feira (1º), na região do Piqueri, abrindo uma cratera na pista local da marginal Tietê. Não houve vítimas no acidente.

Ao fim da tarde, a cratera se expandiu, ocupando três quartos da pista e se aproximando da pista central. Além de trechos da pista, caíram também materiais e estruturas usadas na obra do Metrô, realizada pela empresa Acciona.


A Acciona se eximiu da responsabilidade pelo incidente, afirmando que o rompimento não teve relação com as obras da Linha 6-Laranja, e que prestou todo suporte necessário à sua equipe. Em nota junto à concessionária Linha Uni, a companhia espanhola assegurou que o desabamento não interferirá no andamento das demais frentes de trabalho das obras.

Porém, especialistas ouvidos pelo R7 consideram que há relação direta entre o desabamento e as obras do Metrô realizadas ali, devido às alterações no solo causadas pela escavação da área.

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