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São Paulo quer reverter liminar que veta casa popular no centro

Projeto da prefeitura previa a construção de 20,2 mil casas populares no centro da cidade

São Paulo|Do R7

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O governo de São Paulo tenta reverter a liminar do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que suspendeu o projeto de construção de 20,2 mil casas populares no centro da cidade. Batizada de Casa Paulista, a iniciativa deve ser feita por meio de PPP (Parceria Público-Privada) e tem investimento previsto de R$ 4,6 bilhões. A suspensão do projeto foi deferida pelo TJ-SP em 26 de agosto. De lá para cá, o governo do Estado entrou com recurso, que foi negado pela Justiça e agora aguarda o julgamento do processo.

A suspensão do TJ-SP atendeu ao pedido do promotor Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da capital.


— Foi um projeto decidido de cima para baixo sem nenhuma participação dos afetados. Somos contrários à forma como está sendo conduzido, não à proposta em si.

Ele lembra que o projeto inclui desapropriações e produz alteração no entorno da área central.


— É preciso haver mais audiências públicas.

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O promotor acredita que o projeto será analisado nos próximos 30 dias. O TJ-SP não se manifestou sobre o processo. Já a Secretaria de Estado de Habitação informou haver orientação da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) para não se pronunciar.

Projeto


A PPP é a principal aposta do governo e da Prefeitura de São Paulo para revitalizar o centro e atrair novos moradores. A ideia é construir prédios de apartamentos com comércio embaixo, levando pessoas e movimento à região central.

Coordenado pela Casa Paulista, agência de fomento de habitação social do Estado, o projeto foi incluso nos planos do prefeito Fernando Haddad (PT), que descartou o "Nova Luz", do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Dos R$ 4,6 bilhões de investimento, R$ 2,6 bilhões serão desembolsados por empresas, R$ 1,6 bilhão pelo governo e R$ 404 milhões pela Prefeitura.

Os prédios devem ser construídos em bairros como Barra Funda, Liberdade, Brás e Bom Retiro — que têm áreas consideradas subutilizadas, principalmente ao longo de ferrovias.

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