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Seca: consórcio descarta risco imediato de racionar água em SP

Redirecionamento do abastecimento afasta risco de racionamento, mas eleva gasto com energia 

São Paulo|Do R7

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Nível de água do Sistema Cantareira está cada vez menor
Nível de água do Sistema Cantareira está cada vez menor

Na avaliação de especialistas do setor, o redirecionamento de parte do abastecimento na Grande São Paulo será eficiente em afastar um risco imediato de corte no abastecimento. A interligação entre os reservatórios permite essa troca, segundo José Cezar Saad, coordenador de projetos do Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), entidade que representa as demais cidades que dividem a outorga do Sistema Cantareira com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

— O sistema de abastecimento de São Paulo é, quase todo, interligado, o que permite essa troca. Como na região do Sistema Alto Tietê tem aparentemente chovido mais, tudo indica que a empresa vai compensar essa redução de retirada de água do sistema equivalente [Sistema Cantareira] com o Tietê. Com isso, o impacto desse corte sobre o abastecimento de água na Grande São Paulo não deve ser muito grande.


Ainda de acordo com Saad, a redução na vazão de captação ficou abaixo do esperado pelo Consórcio, que pede para que o volume de retirada da Sabesp fique limitado à vazão primária estabelecida pela outorga, de 24,8 metros cúbicos por segundo.

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Para o professor do departamento de Engenharia Hidráulica da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Rubem Porto, a Sabesp ainda teria uma alternativa antes de adotar um rodízio no abastecimento de água.


— Além do bônus para quem economiza, a empresa pode instituir um sistema de multas para os consumidores que excederem o gasto. De forma geral, o racionamento é sempre a última medida da qual se lança mão.

Impacto financeiro


O redirecionamento de parte do abastecimento afasta o risco de um racionamento imediato, mas eleva os custos com energia elétrica, uma vez que a concessionária terá de bombear águas de sistemas mais distantes. No primeiro trimestre do ano passado, a Sabesp teve uma despesa de R$ 145 milhões com energia elétrica.

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No entanto, apesar do investimento emergencial e do aumento dos gastos com energia elétrica, o principal temor dos analistas continua a ser a possibilidade de um racionamento. Segundo as estimativas do mercado, um corte no abastecimento de água provocaria um impacto negativo sobre o resultado da Sabesp superior ao das medidas adotadas até então.

Procurados pelo Broadcast Político, serviço do Grupo Estado, os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Arthur Pereira, do Brasil Plural, calculam uma queda de 11% a 38% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da concessionária em 2014 no caso de um racionamento.

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