Sete homens formam júri popular do 2º julgamento do massacre do Carandiru
Dois jurados foram dispensados por questões médicas, segundo juiz do caso
São Paulo|Thiago de Araújo, do R7

O segundo julgamento do massacre do Carandiru começou às 9h30 desta segunda-feira (29), no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Nesta semana, 26 policiais militares se sentam no banco dos réus acusados da morte de 73 detentos.
O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da 2ª Vara do Júri, informou que sete homens vão compor o Conselho de Sentença. De acordo com o magistrado, dois jurados previamente escolhidos (cujos sexos não foram informados) foram dispensados por questões médicas.
Outras quatro pessoas escolhidas para o júri foram dispensadas, duas pela acusação e duas pela defesa.
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Após a leitura de peças, os trabalhos serão suspensos para almoço. A previsão é que o depoimento das testemunhas de acusação comece às 14h. A expectativa do juiz é de que o julgamento termine até a madrugada de sábado.
— Amanhã teremos o rol das testemunhas de defesa, e na quarta-feira será o dia dos interrogatórios. Na quinta-feira, faremos a leitura de peças e exibição de DVDs, enquanto na sexta teremos os debates [entre acusação e defesa] e a sentença. Essa é a agenda, é o nosso prognóstico. Havendo normalidade durante o julgamento, devemos encerrar na madrugada de sexta para sábado.
Os PMs respondem por homicídio doloso (com intenção de matar) qualificado (motivo torpe, meio cruel, dificultação de defesa e acobertamento de outro crime).
O número de policiais acusados neste segundo julgamento, o maior dos quatro que tratam do episódio, envolvia inicialmente 28 acusados, mas um deles (Raimundo Silva Filho) morreu. Já o réu Cirineu Carlos Letang Silva alegou insanidade mental e ainda não será julgado, pois a imputabilidade dele será analisada pelo tribunal.
Dentre os 26 réus, três não compareceram ao julgamento nesta segunda-feira (29).
No total, serão 17 testemunhas convocadas: 11 de acusação e seis de defesa. Destas, 12 são aguardadas no tribunal, enquanto as outras cinco (três pela promotoria e duas pela defesa) terão vídeos dos seus depoimentos exibidos no plenário.
Entre elas estão o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, e o então secretário de Segurança na época do massacre, Pedro Franco de Campos.













