Sexto dia de protesto em SP reúne 50 mil
Nesta terça-feira (18), manifestantes tentaram invadir sede da prefeitura da capital
São Paulo|Do R7

São Paulo foi palco nesta terça-feira (18) de mais uma grande manifestação popular contra o aumento das tarifas de transporte público, que reuniu cerca de 50 mil pessoas em vários pontos da cidade, de acordo com a Datafolha.
A manifestação teve início pouco antes das 17h na praça da Sé, marco zero da cidade e, a exemplo do que aconteceu no protesto da véspera, os manifestantes se dividiram. Um grupo foi para a avenida Paulista e outro rumou para a prefeitura, onde alguns manifestantes tentaram invadir a sede do governo municipal e quebraram vidraças do prédio, localizado na região central.
Segundo a prefeitura, o prefeito Fernando Haddad (PT) deixou o edifício por volta das 17h30 para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, em São Paulo, e foi orientado a não voltar ao prédio.
Imagens de TV mostraram um grupo de manifestantes usando grades para quebrar vidraças da prefeitura. Cerca de cem homens da Guarda Civil Metropolitana faziam a segurança dentro do prédio, sendo que dois deles ficaram feridos durante os protestos, afirmou a prefeitura.
Na avenida Paulista, a manifestação ocorria de forma pacífica, mas a principal avenida da cidade foi bloqueada para o tráfego de automóveis nas duas direções.
Manifestantes tomam contam das ruas da cidade
Mais cedo nesta terça-feira, Haddad se reuniu com líderes do MPL (Movimento Passe Livre), que têm organizado as manifestações, durante reunião do Conselho da Cidade e disse que irá analisar as planilhas de custos do transporte público para avaliar a possibilidade de reduzir a tarifa, reajustada de R$ 3 para R$ 3,20 reais no início do mês.
Na véspera, mais de 200 mil pessoas foram às ruas de todo o País em uma onda de protestos que teve como estopim o reajuste no preço da tarifa do transporte público, mas que já engloba uma série de outras insatisfações, como o protesto contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.
Criminosos colocam fogo em carro de reportagem da Record
O Ministério da Justiça informou em comunicado na noite desta terça-feira que enviará tropas da Força Nacional para Ceará, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Distrito Federal a fim de reforçar a segurança nos jogos da Copa das Confederações.
Segundo a Polícia Militar, no entanto, esse número era de 10 mil. Na véspera, 65 mil manifestantes tomaram as ruas da cidade.
Em frente à prefeitura, manifestantes queimaram um boneco representando Haddad e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Também atearam fogo a um carro de transmissão da TV Record e a uma guarita da Polícia Militar perto do edifício.
Manifestantes bloquearam a rodovia Raposo Tavares, que liga a capital ao interior do Estado. Estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também eram alvo dos protestos.
A rodovia Cônego Domenico Rangoni, principal via de acesso ao porto de Santos, foi bloqueada nos dois sentidos por cerca de uma hora e meia na noite desta terça-feira por manifestantes de Cubatão, provocando paralisação do tráfego também na rodovia Anchieta.
Segundo a Ecovias, concessionária que administra as estradas que ligam a Grande São Paulo à Baixada Santista, as pistas já foram desbloqueadas.
(Por Eduardo Simões, com reportagem adicional de Bruno Marfinati e Patrícia Duarte)
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