SP abrirá espaço a esportes radicais
Ideia da prefeitura é revitalizar o centro da cidade com atividades físicas e lazer
São Paulo|Do R7

O centro de São Paulo pode ganhar um parque de esportes radicais, com rampas de skate e parede de rapel. O incentivo a atividades físicas e lazer no entorno de Sé e República é uma das apostas do arquiteto Fernando de Mello Franco, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, para viabilizar a revitalização da região central.
A localização da praça ainda está sendo estudada. O equipamento deve se assemelhar ao parque da Juventude, em São Bernardo do Campo, no ABC, que tem espaço para skate, patins e escalada. Franco lembrou que há uma demanda por equipamentos deste tipo, citando o caso dos skatistas que passaram a praticar o esporte na Praça Roosevelt.
Em entrevista à TV Estadão, nesta sexta-feira (22), Franco afirmou que a região central vai ser revitalizada à medida que receber mais moradores, e de diferentes classes socais. O secretário descartou, de vez, o aproveitamento de dois projetos elaborados durante a gestão Gilberto Kassab (PSD): a Nova Luz e os túneis do Parque Dom Pedro II.
— O primeiro ponto (para a revitalização do centro) é o repovoamento.
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Para alcançar o objetivo, Franco acredita na parceria com os governos do Estado e federal no programa Casa Paulista, que prevê a construção de 20 mil moradias para famílias que ganham até cinco salários mínimos. Por outro lado, mesmo sem incentivo do poder público, a região registrou crescimento populacional na última década, segundo o Censo 2010.
Diferenças
— O centro está renascendo. (O poder público) Tem que ordenar esse povoamento, garantir a permanência da população e a vinda de mais pessoas que, sem a ajuda do Estado, dificilmente acessariam essa região.
O secretário é contra a utilização de grandes equipamentos culturais como indutores da renovação no centro. Na última década, Pinacoteca, Sala São Paulo e Museu da Língua Portuguesa, todas próximas ao perímetro da Nova Luz, foram inaugurados com a promessa de provocar melhorias no entorno.
— As âncoras culturais como alavancas de transformação deram certo em outros lugares, mas em São Paulo se mostraram ineficientes.
Além da criação das moradias, Franco aposta no aproveitamento do comércio especializado para levar melhorarias à região, que tem as lojas de eletrônicos na rua Santa Ifigênia e as de motos na rua General Osório.
Com relação ao Parque Dom Pedro, Franco disse que seria difícil levantar os R$ 1,5 bilhão necessário para todas as obras.
— A gente não precisa de nenhum novo projeto. A gente precisa entender quais são os mecanismos reais de produção da cidade. E a gente está muito mais preocupado em identificar essas forças do que fazer novos desenhos.
Tietê
Além de levar mais gente para o centro, a prefeitura pretende reorganizar as ofertas de trabalho e moradia da cidade por meio do Arco do Futuro. Cerca de 40 escritórios de arquitetura, movimentos sociais e empreiteiras se inscreveram para participar do projeto. Ao longo de abril, os interessados se reunirão com os técnicos da secretaria para conhecer a área do projeto, uma mancha de 60 milhões de metros quadrados ao longo das margens do rio Tietê. A prefeitura escolherá as melhores propostas até o fim do ano.















