Nova gestão da prefeitura de São Paulo considera o Projeto Nova Luz ‘tecnicamente inviável’
Requalificação da região será feita com base nas parcerias público-privadas
São Paulo|Do R7
A nova gestão da prefeitura de São Paulo considerou o projeto Nova Luz, sancionado e transformado em lei pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), “tecnicamente inviável” do ponto de vista econômico-financeiro. Agora o plano de requalificar a região da cracolândia, no centro da cidade, será analisado de uma outra maneira.
Até maio do ano passado, R$ 15 milhões já haviam sido gastos no Nova Luz. O plano previa a revitalização de 45 quarteirões por meio de concessão de obras à iniciativa privada.
Lojistas e moradores da região reclamaram da proposta, que os desapropriará sem oferecer contrapartida que os satisfaça. Instalados há anos no local, tradicional centro de comércio da capital, eles não querem buscar novos pontos para seus empreendimentos.
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Paulo informou que pretende trabalhar pela requalificação da região com base nas parcerias público-privadas. Um dos novos projetos é a construção de 16 mil moradias no centro da cidade com o aporte da prefeitura, governo do Estado e o Federal, através do programa Minha Casa Minha Vida.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Paulo, o aporte municipal será de R$ 20 mil para cada unidade habitacional. A nota explica também que “o plano urbanístico elaborado tem méritos e, portanto, a Prefeitura estudará seu aproveitamento dentro da lógica das PPPs (parcerias público-privadas), o que permite a execução de forma segmentada no espaço para o qual foi projetado”.
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A decisão foi tomada após uma audiência do prefeito Fernando Haddad, no dia 22 de janeiro, com representantes do Consórcio Aecom/Nova Luz que fizeram uma exposição do projeto.
Recentemente a Justiça também determinou que a Prefeitura de São Paulo refaça o processo que definiu o plano de reurbanização da região da Cracolândia, no centro de São Paulo. A Defensoria afirma que as propostas dos moradores não foram levadas em consideração.
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