SP: Clínicas médicas são usadas por facção para lavagem de dinheiro

Operação da Polícia Civil cumpre 22 mandados de prisão temporária e 60 de busca e apreensão na capital paulista e em outros onze municípios 

Polícia Civil tenta prender 22 pessoas envolvidas com facção criminosa em SP

Polícia Civil tenta prender 22 pessoas envolvidas com facção criminosa em SP

Reprodução / Record TV

A Polícia Civil de Guarulhos realiza, na manhã desta quarta-feira (3), a operação "Soldi Sporchi" (Dinheiro Sujo) que tem como objetivo o cumprimento de 60 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Segundo a polícia, a intenção da operação é prender integrantes de uma facção criminosa envolvidos em lavagem de dinheiro em clínicas médicas e empresas de administração pública. Até o momento, onze pessoas foram detidas, documentos, computadores e armas foram apreendidos. Também ao menos dez carros usados pelo grupo foram levados para a delegacia. Alguns veículos são de luxo. Até uma moto aquática foi apreendida na ação.

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A ação é coordenada pelo 4º DP de Guarulhos e conta com 350 policiais civis, 100 viaturas e apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os mandados são cumpridos na capital e em outros 11 municípios.

As investigações ocorrem há cerca de sete meses. Os integrantes da facção atuariam no tráfico de drogas e armas, roubo a bancos e lavagem de dinheiro. 

De acordo com as investigações, as clínicas de faixada são usadas, além de lavagem de dinheiro, para prestar atendimento médico clandestino a membros do PCC.

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Ainda segundo a polícia, as empresas do grupo executavam serviços de limpeza urbana para algumas cidades, de forma precária, e as Organizações Sociais foram criadas para atuar na gestão de algumas escolas municipais sendo também responsáveis pela administração de hospitais, fornecendo alimentos por meio de uma panificadora também pertencente à organização criminosa.

Des acordo com o delegado Fernando José Góes Santiago, "através dos contratos celebrados, a organização criminosa conseguiu repasse de milhões de reais provenientes do erário público".

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Em outras ações, a polícia já apreendeu armamento, como oito pistolas de calibre 9 milímetros e dez fuzis, sendo três de artilharia antiaérea e três metralhadoras. Veja os artigos de luxo apreendidos na operação: