SP ficará duas horas sem ônibus nesta terça-feira
Motoristas vão cruzar os braços por melhorias trabalhistas; para concessionários, ato é ilegal
São Paulo|Do R7*

Os terminais de ônibus da cidade de São Paulo ficarão paralisados por duas horas nesta terça-feira (12) em função do protesto dos motoristas e cobradores do Sindimotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo). O ato vai acontecer das 10h às 12h, fora de horário de pico, mas ainda assim, a população poderá sofrer transtornos.
A categoria afirma que é contra a proposta de reajuste salarial do sindicato patronal, o SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), que ofereceu 7,21% de aumento salarial, correspondente apenas à inflação.
Segundo Hermes Bezerra, do Sindimotoristas, cerca de 43 mil motoristas e cobradores aderiram à paralisação. Eles reivindicam reajuste salarial de 8,4%; aumento do vale-refeição para R$ 22 (hoje é R$ 16,50); aumento na participação de lucros e resultados no valor de R$ 2.000 para os trabalhadores (a última bonificação foi de R$ 850); melhorias no plano de saúde e odontológico, entre outras demandas.
Bezerra afirma que a última vez que a categoria recebeu aumento salarial foi no final de 2014, de 10%. O protesto desta terça-feira envolve apenas os motoristas das concessionárias.
Após a paralisação matutina, o Sindimotoristas irá se reunir às 16h para discutir pontos do protesto e, se necessário, agendar outras manifestações. Ainda de acordo com Bezerra, haverá uma reunião às 15h de quinta-feira (14) para avaliar a continuidade do protesto, caso não haja contraproposta do setor patronal.
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Em nota, o SPUrbanuss se posicionou contrário à atitude dos trabalhadores e a classificou como extrema. Segundo a organização, sem o amparo de uma assembleia da categoria, o movimento é considerado ilegal. O sindicato ainda reitera que as empresas farão todos os esforços para manter a operação normal dos ônibus.
Já a SPTrans (São Paulo Transporte), em nota, espera que trabalhadores e empresários alcancem o entendimento no sentido de evitar a paralisação das atividades. A empresa afirma que é fundamental que as duas partes negociem e cheguem a um acordo para que a população não seja prejudicada.
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*Colaborou o estagiário do R7, Plínio Aguiar















