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SP ficará duas horas sem ônibus nesta terça-feira 

Motoristas vão cruzar os braços por melhorias trabalhistas; para concessionários, ato é ilegal

São Paulo|Do R7*

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Paralisação no Terminal Sacomã em novembro de 2014
Paralisação no Terminal Sacomã em novembro de 2014

Os terminais de ônibus da cidade de São Paulo ficarão paralisados por duas horas nesta terça-feira (12) em função do protesto dos motoristas e cobradores do Sindimotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo). O ato vai acontecer das 10h às 12h, fora de horário de pico, mas ainda assim, a população poderá sofrer transtornos.

A categoria afirma que é contra a proposta de reajuste salarial do sindicato patronal, o SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), que ofereceu 7,21% de aumento salarial, correspondente apenas à inflação.


Segundo Hermes Bezerra, do Sindimotoristas, cerca de 43 mil motoristas e cobradores aderiram à paralisação. Eles reivindicam reajuste salarial de 8,4%; aumento do vale-refeição para R$ 22 (hoje é R$ 16,50); aumento na participação de lucros e resultados no valor de R$ 2.000 para os trabalhadores (a última bonificação foi de R$ 850); melhorias no plano de saúde e odontológico, entre outras demandas.

Bezerra afirma que a última vez que a categoria recebeu aumento salarial foi no final de 2014, de 10%. O protesto desta terça-feira envolve apenas os motoristas das concessionárias.


Após a paralisação matutina, o Sindimotoristas irá se reunir às 16h para discutir pontos do protesto e, se necessário, agendar outras manifestações. Ainda de acordo com Bezerra, haverá uma reunião às 15h de quinta-feira (14) para avaliar a continuidade do protesto, caso não haja contraproposta do setor patronal.

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Em nota, o SPUrbanuss se posicionou contrário à atitude dos trabalhadores e a classificou como extrema. Segundo a organização, sem o amparo de uma assembleia da categoria, o movimento é considerado ilegal. O sindicato ainda reitera que as empresas farão todos os esforços para manter a operação normal dos ônibus.

Já a SPTrans (São Paulo Transporte), em nota, espera que trabalhadores e empresários alcancem o entendimento no sentido de evitar a paralisação das atividades. A empresa afirma que é fundamental que as duas partes negociem e cheguem a um acordo para que a população não seja prejudicada.


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*Colaborou o estagiário do R7, Plínio Aguiar

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