SP proíbe visita em presídios que tiveram motim e limita as demais
Entre regras apontadas como medidas para conter a propagação do coronavírus, presos terão direito a receber apenas um familiar
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

Após motins em pelo menos quatro presídios no Estado de São Paulo e a suspensão da saída temporária dos presos que teriam direito ao benefício como forma de previnir a propagação do coronavírus, a SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária) divulgou novas regras para visitas durante a crise do covid-19.
A pasta informou que os três CPP (Centros de Progressão Penitenciária) que tiveram fugas no início da semana, que são Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária 1 de Mirandópolis, estão com as visitas suspensas para a "reorganização interna da unidade".
Exclusivo: há um mês, presos relataram problemas em Mongaguá
Todas as demais unidades prisionais do Estado, as visitação será restrita. Segundo a secretaria, cada preso tem direito de receber apenas um familiar como visita, e este não pode ter menos de 18 anos, nem mais de 60. Também não pode se enquedrar nas demais regras de grupo de risco.
Além do procedimento normal de revistas e checagem para visitação, o familiar dos presos deverão passar por uma triagem na entrada, e se apresentar qualquer sintoma de enfermidade será barrado. As medidas já valem a partir do próximo final de semana de visitação, sábado (21) e domingo (22).
Fuga
Na última segunda-feira (16), presos em regime semiaberto do sistema carcerário paulista receberam a notícia de que não teriam o direito à saída temporária, conhecida como saidinha, por causa do coronavírus. Segundo a SAP-SP, em resposta, os presos iniciaram motim em quatro unidades prisionais.
Em três delas, houve fuga. Ainda conforme as informações oficiais, o presídio que mais teve fugas foi o CPP de Porto Feliz, onde 594 presos escaparam e, até a manhã desta quinta-feira (19), 379 foram recapturados. Em Mongaguá, o número de fugitivos ficou próximo, foram 563, e 221 já foram detidos novamente. Por fim, Tremembé teve 218 fugas, e 120 foram pegos novamente.
Conforme as informações mais atuais da secretaria que administra o sistema carcerário paulista, dos 1.375 presos que fugiram das três unidades, 655 seguem nas ruas.














