São Paulo SP publica edital para retomada de obras no Rodoanel Norte

SP publica edital para retomada de obras no Rodoanel Norte

Construção chegou a ser prevista para 2014, mas está parada desde 2018. Via será importante alternativa à marginal Tietê

  • São Paulo | Do R7

Trecho do Rodoanel Norte

Trecho do Rodoanel Norte

Divulgação / Governo de SP

O governo de São Paulo publicou nesta sexta-feira (28) o edital de licitação para as obras de  conclusão do trecho Norte do Rodoanel Mario Covas, que chegou a ser previsto inicialmente para 2014, mas até hoje não ficou pronto. As obras estão paradas desde 2018, e inspeções constataram diversas irregularidades técnicas na construção. Parte da estrutura precisará ser refeita. 

O governador João Doria (PSDB) também chegou a dar prazo para a entrega da obra — 2023, que não deverá ser cumprido. O trecho será concedido à iniciativa por 31 anos, com previsão de investimentos de R$ 3 bilhões em São Paulo, Guarulhos e Arujá.

O modelo escolhido foi o de concessão patrocinada. O governo custeará parte dos investimentos e definirá o valor da tarifa de pedágio a ser cobrado do usuário pela concessionária. A empresa vencedora também poderá explorar o espaço com outros serviços e uso de publicidade. 

O trecho Norte do Rodoanel está completamente abandonado. As pistas e viadutos que seriam uma alternativa à marginal Tietê viraram palco de descarte de entulho e abrigo para moradores de rua. As partes mais limpas são usadas por habitantes da zona norte e de Guarulhos como áreas de lazer. E no entorno o número de invasões cresce a cada dia.

A rodovia, de 44 km de extensão, é a maior obra de infraestrutura do estado e o último trecho que falta para fechar o Rodoanel da Grande São Paulo, já que os demais já estão em funcionamento. A obra é esperada não apenas por ser uma alternativa à marginal Tietê, mas por facilitar o acesso a estradas e ao aeroporto de Guarulhos.

A construção, orçada em cerca de R$ 10 bilhões em valores atualizados, começou já com atraso em 2013. Ao longo dos anos, denúncias de fraudes e superfaturamento acompanharam a obra. Funcionários da Dersa, empresa do governo de São Paulo responsável pelo empreendimento, foram acusados de fraude, e o ex-presidente da companhia foi preso.

Os canteiros começaram a ser abandonados ainda na gestão Geraldo Alckmin. Os primeiros trechos afetados foram os que estavam a cargo das empreiteiras OAS e Mendes Júnior, que acabaram denunciadas na Operação Lava Jato por fraudes na Petrobras e entraram em recuperação judicial. Os contratos foram rescindidos pelo governo de São Paulo. Em março deste ano, os demais lotes foram abandonados, e a gestão João Doria (PSDB) começou a estudar como retomar a construção.

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