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Suspeito de estuprar jovem na estação República do Metrô é detido

Vítima trabalha em cabine de recarga do Bilhete Único no centro de São Paulo

São Paulo|Do R7, com Agência Record e Estadão Conteúdo

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Caso ocorreu na semana passada, mas só foi denunciado ontem
Caso ocorreu na semana passada, mas só foi denunciado ontem

Policiais Civis do Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano) prederam um dos suspeitos de estuprar uma funcionária de uma cabine de recarga de Bilhete Único, na última quinta-feira (2), dentro da estação República do Metrô, no centro de São Paulo. Informações iniciais indicam que o suspeito foi detido na zona sul de São Paulo. 

A vítima trabalha no quiosque da empresa Prodata Mobility, que fornece sistemas para operadoras de transporte público de passageiros. A moça terminava seu expediente quando foi surpreendida por um homem que a rendeu e a estuprou. Um segundo criminoso, comparsa do estuprador, teria tentado roubar o cofre do estabelecimento.


A ocorrência só veio a público nesta segunda-feira (6), após denúncia de empregados do Metrô, que alegam que a empresa tentou abafar o caso. 

Assistência


O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a empresa nunca havia enfrentado um crime do gênero desde que passou a trabalhar no Metrô, em 2011. "A empresa registrou a ocorrência na Delegacia do Metrô e está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital. O assaltante destruiu o sistema de câmeras da cabine, o que provocou um curto-circuito que apagou as imagens registradas no computador."

Martinelli afirma que a cabine permanece fechada desde o estupro e que o local escolhido para a sua instalação foi determinado pelo Metrô. Funcionários do Metrô, sob a condição de anonimato, relataram que o ponto em que o quiosque está instalado é perigoso e não é tão bem servido por câmeras de vigilância. Martinelli disse que a Prodata tentará discutir com o Metrô um lugar mais adequado para a instalação do posto de recarga. Ele também disse que a funcionária ficará afastada quanto tempo for necessário.

Em nota, Metrô desmente tentativa de "abafamento" do caso e informa que "não está adotando nenhuma medida com objetivo de 'blindar a notícia' sobre a ocorrência da quinta-feira, dia 2. Foi a equipe de segurança do Metrô que fez o primeiro atendimento e providenciou o encaminhamento da funcionária da Prodata para a Delpom. A Companhia vem prestando todo o auxilio à Polícia, inclusive cedendo imagens dos circuitos internos de vigilância, para ajudar na investigação do caso."

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