Logo R7.com
RecordPlus

Suspeito de matar dentista é considerado foragido da Justiça

Wellington Silva, de 39 anos, foi espancado até a morte por grupo de pichadores em Pirituba

São Paulo|Do R7

  • Google News
O dentista Wellington Silva foi espancado até a morte por pichadores em Pirituba
O dentista Wellington Silva foi espancado até a morte por pichadores em Pirituba

A Justiça decretou a prisão temporária, por 30 dias, de Adolfo Gabriel de Souza, de 38 anos, suspeito de fazer parte do grupo que matou o dentista Wellington Silva, de 39, em Pirituba, zona norte de São Paulo, na madrugada de sábado (6). Ele ainda não havia sido localizado pela Polícia até às 16h desta terça-feira (9).

Souza seria o dono do veículo em que estavam os rapazes que picharam a casa do dentista. Imagens de uma câmera de segurança obtidas por investigadores do 33º Distrito Policial (Vila Mangalot) mostram que cinco homens saíram do carro com bebidas e tintas de spray. Depois de picharem o muro e deixarem o local, o pai de Silva vai atrás dos rapazes com um facão e, segundo depois, é seguido pelo filho.


Ainda não há informações sobre os outros suspeitos. A polícia tenta identificá-los por meio dos grafites feitos na parede, que costumam ser característicos de cada pichador.

Na tarde desta terça-feira, a advogada da família da vítima, Sandra Cristina Rangon, disse que foram entregues novas evidências à polícia e que pelo menos outros dois pichadores já foram identificados por eles.


— A família recebeu denúncias anônimas de onde eles estavam e quem eram essas pessoas.

Ela afirmou ainda que Manoel Silva, pai da vítima, passou mal e hoje foi ao médico, mas não deu detalhes de seu estado de saúde.


— Eles estão muito abalados e querem resolver tudo o quanto antes. Querem ficar sossegados.

Histórico


Ao sair de casa, com um facão na mão, o pai do dentista, Manoel Silva, de 76 anos, viu que o muro de sua casa estava pichado e relatou ter visto um grupo de oito a dez pessoas bebendo, entre elas uma mulher, com latas de spray na mão.

"Fui tirar satisfação", disse à reportagem. Os homens começaram a agredi-lo, segundo ele, com "paus, pedras e até tijolos". O filho viria em seguida para ajudá-lo, mas também foi agredido.

Na versão do primeiro boletim de ocorrência registrado, Manoel disse ter acertado um golpe de facão no braço de um dos homens. Em uma segunda versão — e ao jornal O Estado de S. Paulo —. ele negou a agressão com a arma e disse que apenas se defendeu. O facão, segundo ele, foi levado pelos agressores.

Manoel relatou à polícia ter ficado desacordado após os golpes e, ao retomar os sentidos, viu o filho caído. O irmão do rapaz chamou a polícia por volta das 3h, e o dentista foi encaminhado a um pronto-socorro em Pirituba, mas não resistiu aos ferimentos. O médico que o atendeu registrou o caso como "politrauma grave por agressão física". No 33º DP, o registro foi de homicídio e lesão corporal.

— Estou arrasado. Minha relação com o Wellington não era de pai para filho. Era de melhores amigos. Não havia segredos entre nós, a gente se dava muito bem.

O idoso estava com uma das mãos enfaixada e o rosto inchado.

Na manhã de segunda-feira (8), ele era consolado por vizinhos e conhecidos, que não paravam de chegar na porta de sua casa.

— Meu filho era muito conhecido. Todos eram clientes no consultório que ele trabalha. Eu só queria ter tido mais tempo com ele.

Segundo o pai, o velório do rapaz ocorreu no domingo (7).

Uma vizinha, que pediu para não ser identificada, relatou ter acordado com os gritos durante a briga.

— A rua é muito movimentada, então ninguém deu muita importância. Mas a mãe dele (do dentista) ligou meia hora depois e disse que tinham matado ele.

Versões

O caso foi registrado em dois boletins de ocorrência diferentes. No primeiro, os policiais afirmam que foram acionados por um irmão de Wellington Silva para atender a uma tentativa de roubo em sua casa. Ele disse aos policiais que o pai havia ouvido um barulho no quintal e que oito indivíduos estariam dentro de casa.

Quando chegaram à residência, os policiais não encontraram sinais de arrombamento e nenhum objeto roubado. No dia seguinte ao episódio, novo boletim de ocorrência foi registrado, desta vez narrando a perseguição de Silva aos pichadores.

Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.