Suspeito de participar de morte de pedreiro em Suzano (SP) é preso
Vítima de 29 anos foi espancada e esfaqueada em rua próxima de onde morava. Ele teria tirado satisfação sobre um roubo de celular e R$ 50
São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

Um adolescente foi apreendido suspeito de espancar, esfaquear e arrastar o pedreiro Robson Felix dos Santos, 29 anos, no dia 26 de agosto deste ano, em Suzano (região metropolitana de São Paulo). O jovem é o segundo a ser capturado, e outros dois suspeitos seguem foragidos.
O primeiro preso disse que ajudou a arrastar o pedreiro e deu chutes nas costas dele, mas o rapaz negou ter efetuado os golpes com a faca.
Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu porque Santos teve um aparelho celular e R$ 50 roubados e foi tirar satisfação com um dos suspeitos. Os rapazes não gostaram e passaram a perseguir o pedreiro e agredi-lo.
A polícia teve acesso às imagens de câmera de segurança do local onde aconteceu o crime e identificou todos os suspeitos.
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Nenhum dos homens têm antecedentes criminais. No entanto, segundo o delegado Rubens José Ângelo, responsável pelas investigações do crime, “isso não quer dizer que os suspeitos não tenham uma vida dedicada ao crime”.
O caso aconteceu a poucos metros da casa de Santos. Segundo a Polícia Civil, o pedreiro não conhecia os suspeitos. Quando começou a ser agredido, tentou fugir, mas foi atingido com mais golpes de faca.
O pedreiro levou 12 facadas. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), "o Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes investigou o caso por meio de inquérito policial e encaminhou para Justiça com esclarecimento dos fatos".
A pasta confirmou que "um dos autores está preso preventivamente e um menor foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa", e disse ainda que a polícia "trabalha para localizar outros dois autores que estão com a prisão preventiva decretada".
Em 23 de outubro, a 1ª Vara Criminal de Suzano determinou a internação provisória do adolescente pelo prazo máximo de 45 dias. Segundo a juíza Érica Marcelina da Cruz, o jovem precisa ser apreendido devido ao "risco à sua integridade física e psíquica" por causa de uma possível "ausência de respaldo familiar"
O documento que decreta a apreensão do jovem também diz que "o adolescente consumia drogas e supostamente a motivação do crime seria pelo fato da vítima pertencer à facção criminosa diversa da do adolescente e seus comparsas".
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