Suspeitos de esquartejar homem e jogar corpo na represa Billings são presos em São Paulo
Segundo vizinhos, suspeitos viviam relacionamento amoroso com a vítima. Quase todas as partes do corpo foram encontradas
São Paulo|Rodrigo Balbino, da Agência Record

Duas pessoas envolvidas no assassinato e esquartejamento de um homem em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, foram presas pela Polícia Civil na sexta-feira (24). Quase todas as partes do corpo da vítima foram encontradas às margens da represa Billings.
Segundo informações da repórter Grace Abdou, do Cidade Alerta, Pedro José Alves Cabral, de 35 anos, morava com um casal — Francisca Santana, de 55 anos, e o peruano Juan Carlos, de 48, havia alguns meses.
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De acordo com vizinhos, os três viviam um relacionamento amoroso e constantemente era possível ouvir brigas entre eles. Até que, em dado momento, a vítima não foi mais vista, e as discussões pararam.
No dia do crime, Francisca e Juan Carlos doparam a vítima e depois a mataram asfixiada. Em seguida, deixaram o corpo no imóvel e foram dormir em um hotel.
No dia seguinte, eles compraram sacos plásticos e uma serra para desmembrar o corpo em pedaços. O casal colocou as partes em três malas e pediu carona a um conhecido para o transporte até a represa Billings.
As partes do corpo foram encontradas ao longo de duas semanas. Em depoimento, o casal disse que abandonou todas as partes do corpo em um só dia. Foram localizados cabeça, tronco, braços e uma perna.
Após a polícia achar o corpo e conseguir identificar Pedro por meio de suas digitais, os investigadores chegaram até a mãe da vítima. Em depoimento, ela informou à polícia que não sabia do paradeiro do filho, mas que havia transferido uma quantia em dinheiro para a conta de um homem a seu pedido.
Essa conta era de Juan Carlos. A polícia então chegou até o imóvel onde o trio residia, mas não conseguiu localizar o casal. Porém, no dia em que uma perícia era realizada no imóvel, o casal observava de longe e acabou sendo surpreendido pelos investigadores.
Em depoimento, Francisca e Juan Carlos confessaram o crime, mas negaram o relacionamento amoroso. Eles vão permanecer presos e vão responder pelo crime de assassinato triplamente qualificado e ocultação de cadáver.














