Suzane von Richthofen aguarda nova decisão da Justiça sobre regime semiaberto
Juíza considerou novo laudo criminológico parcial, pois perito sequer entrevistou a presa
São Paulo|Do R7

A defesa de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em 2002 na capital, aguarda a decisão da Justiça para o pedido de progressão de regime da presa. Depois de desconsiderar o novo exame criminológico de Suzane, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, no interior paulista, não havia decidido até esta quarta-feira (30), sobre o pedido feito pela sua defesa.
A juíza não aceitou o laudo assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, por considerá-lo parcial, uma vez que o perito sequer entrevistou a presa. Para Sueli, o perito teria sido parcial, ao concluir que a presa não estava apta a ganhar o benefício de progressão para o regime semiaberto.
O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, alegou que a defesa já havia solicitado à juíza a suspensão do psiquiatra do caso, por considerá-lo suspeito.
— Há 12 anos ele tem a mesma conduta, julgando sem chegar perto da minha cliente.
Na análise psicológica de Palomba, Suzane disse estar "arrependida parcialmente" do crime e ainda revelou que não tem planos para o futuro.
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Crime
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por ter mandado matar os pais em 2002, com o auxílio de Daniel e Cristian Cravinhos. A jovem tenta desde 2009 ir para o regime semiaberto — sistema em que o preso volta apenas para dormir na cadeia. Os irmãos Cravinhos conseguiram a progressão de regime em fevereiro do ano passado.
Em dezembro de 2013, a defesa de Suzane já havia entrado com o pedido de progressão de regime, que foi negado pelo Ministério Público de Taubaté. Suzane cumpre pena na Penitenciária Feminina 1, de Tremembé, também no interior de São Paulo.













