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Taxista é condenado a pagar R$ 5.000 por chamar servidora de macaca

Caso foi há 4 anos no Poupatempo de Santos; réu também vai prestar serviços à comunidade

São Paulo|Do R7

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Um taxista foi condenado por ato racista cometido dentro de um posto do Poupatempo em Santos, no litoral de São Paulo. A vítima era a atendente e o homem estava insatisfeito com o serviço. O caso aconteceu há quatro anos. A funcionária Marcela Fernandes foi comparada a um macaco durante o expediente de trabalho. 

— Eu recebi os xingamentos de macaca, preta, safada.


Assista ao vídeo:

Com medo de que o fato se repetisse, a vítima que é funcionária pública há 14 anos, solicitou transferência do local de trabalho. Marcela registrou boletim de ocorrência e deu entrada em dois processos, como explica.


— Um processo criminal e um processo cível de reparação de danos.

A funcionária Pública Marcela Fernandes foi xingada por taxista durante o expediente de trabalho
A funcionária Pública Marcela Fernandes foi xingada por taxista durante o expediente de trabalho

O taxista de 57 anos foi condenado a pagar com juros e correção monetária uma indenização de R$ 5.000 por danos morais. Ainda cabe recurso.


Criminalmente, a pena que pode variar de um a três anos de prisão, foi fixada no tempo mínimo, o que possibilitou ao réu, que é primário, cumprir sentença em regime aberto. A pena será revertida em prestação de serviços à comunidade.

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Usualmente o crime de racismo é inafiançável, mas, nesse caso, o crime praticado é de injúria por preconceito de cor. Esse foi o mesmo caso que aconteceu com o goleiro Aranha, do Santos no jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, no qual o jogador também foi chamado de macaco

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