Taxista morre em hospital público da zona norte de SP por falta de vaga em UTI
Vítima estava internada há seis dias e não conseguiu transferência para hospital especializado
São Paulo|Do R7, com Balanço Geral
Um taxista, de 64 anos, morreu em um hospital público da zona norte de São Paulo. Ele precisava de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) especializada, mas o hospital não possui esse tipo de atendimento.
A vítima tinha problemas cardíacos. Ele foi levado ao Hospital Geral de Taipas, depois de passar mal em casa. A internação foi na quinta-feira da semana passada (31). Ele morreu no fim da noite desta quarta-feira (6).
Na guia de encaminhamento, preenchida na segunda-feira (4), o médico Eduardo Novoa atestou que o paciente precisava ser transferido para uma UTI coronariana, que é especializada em tratamento do coração, o que não foi feito.
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Na quarta-feira, a família recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. A advogada da família disse que, mesmo com a recomendação do médico, anexada ao processo, as provas não foram suficientes para convencer a Justiça a fazer a trânferência de hospital.
Segundo decisão do juiz Thiago Massao Cortizo Teraoka, da 14ª Vara da Fazenda Pública, o pedido foi negado porque "não há documentos que comprovem a indicação de uma UTI coronariana ou uma UTI". Ainda segudo a decisão, os documentos anexados não comprovam a indicação do tratamento médico pretendido pela família.
O taxista trabalhava havia sete anos no ponto de táxi em frente ao hospital, onde ele não encontrou o atendimento que precisava.
Seu corpo será sepultado ainda nesta quinta-feira (7), no Cemitério Parque Jaraguá, localizado na rodovia Anhanguera, km 23, na zona norte. Não há previsão para chegada do corpo e o início do velório.
Outro lado
O Hospital Geral de Taipas afirmou, em nota, que o taxista não estava aguardando transferência para outro hospital por falta de cardiologiasta. "Ele foi o tempo todo assistido por uma equipe médica de cardiologia", esclarece o documento.
Ainda segundo a nota, o paciente deu entrada no dia 31 de janeiro com insuficiência cardíaca e foi prontamente atendido, sendo encaminhado para a UTI, para ter monitoramento intensivo e contínuo do quadro clínico.
"Entretanto, a família insistia que o paciente necessitava de procedimento de cateterismo, porém a técnica não fazia parte da necessidade de condução terapêutica para o caso, uma vez que não apresentava obstruções nas artérias", informou o hospital, que ainda afirmou que a família foi informada por diversas vezes que o tratamento que o paciente necessitava poderia ser realizado no próprio hospital.
Assista ao vídeo:
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