TCM determina auditoria para fiscalizar efetividade do Corujão
Gestão Doria lançou meta de zerar 68 mil cirurgias em um ano e meio, em São Paulo. Passados doze meses, 49,8 mil procedimentos foram realizados
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo determinou a realização de uma auditoria sobre a efetividade do Corujão das Cirurgias, programa lançado pela gestão João Doria (PSDB) em maio de 2017.
O documento revela que o conselheiro Mauricio Faria considerou o tempo dado pela Prefeitura de São Paulo de zerar a fila de 68 mil pessoas que esperavam por cirurgia em um ano e meio — já se passaram doze meses e, segundo a própria prefeitura, 49,8 mil procedimentos cirúrgicos foram feitos até então.
De acordo com o TCM, o procedimento inicial de levantamento de dados deve incluir, no mínimo, a quantidade de pacientes encaminhados para cirurgias, identificando subgrupo e procedimento, especialidade da cirurgia, tempo que estes pacientes permaneceram na fila de espera até o respectivo agendamento e efetiva realização da cirurgia.
Também recomendou que levantasse tempo entre a realização dos exames e consultas de especialidade e a realização da cirurgia, bem como o tamanho e evolução das filas e dos tempos médios de espera de cirurgias, por subgrupo e procedimento, o grau de complexidade e a especialidade, identificando quais dessas cirurgias compuseram o programa e quais não foram incluídas.
O conselheiro também pediu a capacidade de atendimento de cirurgias antes e durante o programa, especificando procedimento de cirurgias e especialidades, bem como entidades e instituições envolvidas; questionou se houve exclusão de pacientes da fila de espera e identificar os respectivos motivos para exclusão. Por fim, solicita o encaminho de pacientes para reavaliação, identificando se a reavaliação foi realizada e quais foram os resultados.
Procurada pela reportagem do R7, a Prefeitura de São Paulo informou que está à disposição do TCM "para prestar todos os esclarecimentos que julgar necessários sobre o programa", assim que for notificada pelo órgão. A pasta informa que qualquer comparação de dados preliminares com dados consolidades do DataSUS é precoce, "uma vez que os dados da produção de Autorização de Internação Hospitalar no DataSus podem ter defasagem de até seis meses".















