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Técnico de enfermagem suspeito de abusar de paciente pode pegar pena de até 15 anos

Situação foi relatada pela jovem de 22 anos que está internada com tuberculose

São Paulo|Do R7

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Rogério Trindade trabalhava no hospital há 10 anos
Rogério Trindade trabalhava no hospital há 10 anos

O técnico de enfermagem Rogerio Trindade, 47 anos, que está preso suspeito de ter tocado nas partes íntimas de uma paciente de 22 anos e de ter feito gestos obscenos dentro da UTI de um hospital, foi indiciado por estupro de vulnerável. Se condenado, a pena para este tipo de crime varia de oito a 15 anos de reclusão. O fato teria acontecido na madrugada do último sábado (29) em Santos, no litoral de São Paulo.

A situação foi relatada pela própria paciente que está grávida de quatro meses e internada com tuberculose. O suspeito está detido no 5° DP (Distrito Policial) de Santos. Segundo a delegada titular da delegacia da mulher, Débora Lázaro, o inquérito do caso foi enviado nesta terça-feira (3) ao fórum da cidade. 

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Ela também informou que o tio da vítima, Luiz Menezes, prestou depoimento nesta quarta-feira (3). Durante o interrogatório, ele contou que ficou sabendo do fato pela própria jovem e que policiais militares foram chamados ao hospital após o relato da garota. Além dele, os PMs e a paciente também já foram ouvidos pela polícia.

A delegada ainda vai marcar os interrogatórios da enfermeira que estava de plantão no dia do fato e a médica da jovem. Por enquanto, a polícia descarta a possibilidade de uma outra pessoa ou até mesmo o hospital ser responsabilizado também no crime.

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— Eu acredito que não. O crime mesmo que a polícia está investigando é o crime de estupro e já foi até resolvido a questão porque ele está na cadeia. Quem vai analisar é o juiz se houve dolo por parte do hospital, já é uma outra ação. O nosso objetivo é tentar desvendar o que aconteceu com essa moça e se tem outras vítimas por aí.

Concursado, o técnico de enfermagem Rogerio Trindade, de 47 anos, trabalhava no hospital há dez anos. Quando foi detido na madrugada do último sábado (29), ele informou que só iria falar sobre o caso em juízo. Anteriormente, ele já era investigado por estupro e atentado violento ao pudor.

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Em nota, o Hospital Guilherme Álvaro esclareceu que “observa atentamente a legislação brasileira para empossar os funcionários aprovados em concursos”. Destacou ainda que a “investigação de conduta criminosa anterior não cabe ao Estado, e sim à Justiça criminal. A legislação para concursos não prevê exigência de atestados de antecedentes criminais”. Finalmente, enfatizou que o hospital “está à disposição da polícia para auxiliar no esclarecimento do caso”. 

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