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‘Temos uma excelente polícia’, diz Tarcísio ao apresentar balanço da gestão

Governador de SP afirmou que irá investir em treinamento e diz considerar a corrupção na corporação “intolerável”

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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Tarcísio diz que polícia de SP é 'excelente' Mônica Andrade/Governo do Estado de SP - 18.12.2024

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a atuação das polícias Civil e Militar, a quem classificou como “excelente”. A afirmação foi feita na manhã desta quarta (18) após apresentar um balanço de sua gestão e ocorre um dia após um delegado e três investigadores serem presos pela PF por suspeita de envolvimento com o PCC.

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“Primeira coisa é que a gente tem que observar é que nós temos uma excelente polícia. Uma excelente Polícia Militar, excelente Polícia Civil. Temos excelentes profissionais. A polícia vem produzindo muito.”

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Na ocasião, o governador foi questionado por jornalistas sobre mais um recente caso de violência policial. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram policiais chutando e agredindo um homem rendido no chão durante abordagem em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista.

O chefe do Executivo disse lamentar desvios e voltou a repetir que tais casos serão punidos. “O desvio de conduta não pode se confundir com a ação profissional de muitos profissionais que estão dando duro para proteger a sociedade.”

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Tarcísio afirmou que irá investir em treinamento e diz considerar a corrupção na corporação “intolerável”. “Vamos punir severamente, tanto na esfera administrativa, com a expulsão do profissional, quanto na esfera penal.” O governador ainda alegou que os números da Corregedoria indicam que “nunca se puniu tantos policiais quanto está se punindo agora”.

Policiais presos

Nesta terça (17), um delegado e três policiais civis de São Paulo foram presos em operação da PF e do MP-SP suspeitos de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi resultado do cruzamento de diversas investigações sobre a facção e consequência da delação de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, executado no começo de novembro em plena luz do dia no Aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

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Nas últimas semanas, dois policiais militares foram presos e mais de 40 afastados por denúncias de violência em abordagens. Entre janeiro e o início de dezembro, foram registradas 784 mortes em decorrência de intervenção policial, segundo o Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público. A Secretaria da Segurança Pública tem afirmado investigar os casos e não tolerar os desvios de agentes.

Dados da SSP apontam que de janeiro a setembro, a Polícia Militar matou 496 pessoas - o maior número desde 2020. A alta interrompeu a curva de queda de mortes pela PM que havia sido registrada a partir do uso das câmeras corporais nas fardas dos agentes. Em 2022, o total de óbitos do tipo foi o menor da série histórica, iniciada em 2001.

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