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Testemunha diz que menino de 10 anos atirou em PMs antes de ser morto

Relato contradiz versão de amigo que nega presença de arma dentro do carro durante fuga

São Paulo|Do R7

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Ítalo morreu após bater o carro durante a perseguição policial
Ítalo morreu após bater o carro durante a perseguição policial

A Corregedoria da Polícia Militar deve ouvir, nesta quarta-feira (8), um advogado que diz ter testemunhado a morte de um menino de 10 anos durante perseguição policial na zona sul de São Paulo no último dia 2. Segundo o advogado, de 45 anos, houve um disparo de arma de fogo dentro do carro onde a criança estava com o amigo de 11 anos que sobreviveu à ação.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Marcos Gomes afirmou ter assistido parte da perseguição quando estava pegando o carro estacionado no local.


— Quando passaram por mim, eu ouvi um disparo de arma de fogo do carro dos garotos contra o carro da polícia. Foi tão próximo de onde eu estava que até abaixei.

O relato contradiz a terceira versão apresentada pelo menino de 11 anos à polícia no domingo (5). Dessa vez, ele afirmou que o amigo não estava armado e que o revólver foi plantado dentro do carro. Os policiais dizem que o menino atirou contra eles durante a perseguição e depois de ter batido o carro. Já a testemunha afirma não querer assumir nenhum lado.


— Não estou defendendo ninguém. Estou dizendo o que vi. Sou advogado e sei das implicações do meu testemunho.

Italo Ferreira de Jesus Siqueira foi baleado na rua José Ramon Urtiza, Vila Andrade, região do Morumbi, por volta das 19h do dia 2. Ele e o amigo fugiam em direção à favela de Paraisópolis após terem furtado um veículo de dentro de um condomínio residencial.

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