'Tiraram o dinheiro do meu sutiã', diz vítima de roubo no centro
Crime atrás do Theatro Municipal foi filmado. PM diz que patrulha a área
São Paulo|Gustavo Basso, do R7

"Eu tinha escondido o dinheiro dentro do sutiã, e tentei proteger, mas eles me atacaram e conseguiram pega-lo", afrimou, em entrevista ao R7, uma das vítimas de um assalto flagrado em vídeo ocorrido no centro da capital (veja imagens abaixo). "Posso dizer que tocaram meu seio."
Na terça-feira (19), a moça e um amigo foram roubados no trecho da praça Ramos de Azevedo atrás do Theatro Municipal. Ela teve um prejuízo de R$ 1.500.
"Eu fui ao banco apenas com o cartão, sacar o valor para pagar um pedreiro, que não trabalha com conta bancária", prossegue a vítima, que trabalha em um órgão público na região. "Alguém lá de dentro do banco deu a informação de que eu estava com dinheiro."
O local do roubo fica a 140 metros do banco onde ela foi com o amigo sacar o dinheiro. "Eles foram determinados a pegar o dinheiro, foram direto nela. A polícia acredita que realmente tinha alguém observando ela. Depois do roubo, avisamos um agente da GCM (Guarda Civil Metropolitana), que perseguiu um dos três que fugiu pelo vale [do Anhangabaú]", afirmou o amigo da vítima.
As vítimas pediram para não ser identificadas.
Responsável pela filmagem, Antonio Carlos dos Santos afirma que a presença do grupo é constante no local. "Eles se confundem com um pedestre comum”, comenta. É dele a voz que identifica um quarto participante do roubo.
Na manhã desta quinta-feira (21), por volta das 11h, uma viatura e uma base comunitária, ambas da PM, faziam a segurança de uma das esquinas do Theatro Municipal. "Hoje tem polícia aí, mas no dia do roubo não tinha", comenta uma das vítimas do roubo.
"O policiamento está sempre rondando pela região. No mesmo dia do roubo, um pouco antes, prendemos um traficante aqui na Praça Ramos”, afirma o capitão Vital, comandante do policiamento na região. O crime está sendo investigado pelo 3º DP (Departamento de Polícia). Segundo o delegado Osvani Barbosa, do 3º DP (Campos Elíseos), não foi possível ainda identificar os ladrões.
Vigilante de um órgão público próximo ao local do roubo, Alex Alves afirmou ser orientado a não intervir em assaltos, mas dar apoio às vítimas. Ele conta também que furtos são comuns na região. "A gente vê muito por aqui. Os caras saem correndo do viaduto nessa direção e depois desaparece. Aqui diante do prédio, atacam até ônibus: um ergue um segundo, que mete a mão pela janela e pega bolsa, mochila."















