TJ-SP derruba liminar que impedia leilão de linhas do metrô
Tribunal reverteu decisão que suspendia o leilão marcado para amanhã
São Paulo|Márcio Neves, do R7
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira, decidiu cassar a liminar da 12ª Vara Civil que suspendia o leilão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô. A data do leilão está mantida para amanhã.
O pedido de suspensão de liminar foi formulado pelo Metrô e pelo governo do Estado de São Paulo. “A paralisação do certame provocará o retardamento do procedimento licitatório e, por conseguinte, da entrega da operação comercial, em detrimento da expectativa de expansão do serviço público de transporte metroviário à população”, fundamentou o presidente.
O objetivo do leilão é conceder a operação comercial das duas linhas ao setor privado pelo período de 20 anos. Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, o lance mínimo do leilão é de R$ 189,6 milhões . "O critério de julgamento será o de maior valor oferecido", afirmou a pasta.
Mais cedo, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, declarou que quatro empresas visitaram as instalações do Metrô e demonstraram interesse em participar do edital.
Com a suspensão do leilão, o Sindicato dos Metroviários havia decidido encerrar a greve e retomar as atividades normalmente nesta sexta-feira (19). Eles também decidiram suspender o ato organizado para a sexta-feira (19) em frente à Bolsa de Valores, no centro de São Paulo, local onde seria realizado o leilão das linhas.
Metroviários cruzaram os braços na última quinta-feira (18) em protesto contra a concessão de duas linhas do Metrô de São Paulo. No dia, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás funcionaram parcialmente. A linha 4-Amarela foi a única com operaçã...
Metroviários cruzaram os braços na última quinta-feira (18) em protesto contra a concessão de duas linhas do Metrô de São Paulo. No dia, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás funcionaram parcialmente. A linha 4-Amarela foi a única com operação normal em toda extensão. No dia, a São Paulo Transporte criou três medidas de contingências para dar apoio à população durante a paralisação. A CPTM também adotou uma série de ações para atender o aumento da demanda dos trens. A Prefeitura do município suspendeu o rodízio municipal de veículos, liberando todos os carros de passeio para circulação























