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TRE-SP manda deputado do PT dar espaço a Tarcísio nas redes após acusação de corrupção

Decisão se refere a vídeo publicado por Antonio Donato, no qual ele atribui um recebimento de propina ao governador de SP

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TRE-SP determinou que Antonio Donato (PT) conceda direito de resposta a Tarcísio de Freitas nas suas redes sociais.
  • Decisão se refere a vídeo onde Donato acusa Tarcísio de envolvimento em corrupção e recebimento de propina.
  • Justiça concluiu que Donato fez imputações diretas sem respaldo em condenação judicial ou acusação formal.
  • O vídeo deve ser removido e não pode ser republicado ou ter conteúdo semelhante divulgado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donato publicou vídeo acusando Tarcísio em caso de corrupção Divulgação/André Bueno/CMSP/João Valério/Governo de São Paulo - Montagem R7

O juiz Ronnie Herbert Barros Soares, do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), julgou procedente uma ação movida por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e determinou que o deputado estadual e candidato à reeleição Antonio Donato (PT) publique, em suas próprias redes sociais, um direito de resposta do governador de São Paulo.

A decisão do TRE-SP se refere a um vídeo divulgado por Donato no Instagram, no X, no Facebook e no TikTok, em que ele atribuiu diretamente a Tarcísio envolvimento em corrupção e recebimento de propina a partir de informações relacionadas a uma proposta de delação premiada.


Ao analisar o conteúdo, a Justiça concluiu que Donato não se limitou a reproduzir informações publicadas pela imprensa ou a fazer uma crítica política. Segundo a decisão, o candidato produziu um “juízo categórico de culpabilidade” e imputou diretamente a Tarcísio envolvimento pessoal na prática de crimes.

O juiz destacou ainda que a liberdade de crítica no debate eleitoral não autoriza a imputação de crimes ou a atribuição de culpa a adversários sem respaldo em condenação judicial ou acusação formal acolhida. A Procuradoria Regional Eleitoral também havia se manifestado pela concessão do direito de resposta.


Segundo a decisão de Barros Soares, o material deverá permanecer disponível por pelo menos 48 horas e não poderá ser acompanhado de comentários, montagens ou qualquer recurso que reduza sua visibilidade. O TRE-SP também manteve a remoção do vídeo e proibiu sua republicação ou a divulgação de conteúdo substancialmente idêntico.

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