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Três PMs são denunciados pelo Ministério Público por morte de publicitário

Ricardo Prudente de Aquino foi morto por policiais em abordagem com dois tiros na cabeça

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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Publicitário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, foi morto após tentativa de abordagem de PMs
Publicitário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, foi morto após tentativa de abordagem de PMs

O Ministério Público ofereceu denúncia, nesta quarta-feira (28), aos policiais militares do 23º Batalhão, Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27 anos, Adriano Costa da Silva, de 26 e Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30.

Os três são suspeitos de matar o publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, depois de uma tentativa de abordagem, seguida de perseguição, em julho do ano passado.


Segundo a denúncia, Robson Tadeu do Nascimento Paulino, é acusado de homicídio duplamente qualificado. Para o Ministério Público, ele foi o autor dos disparos que matou o publicitário Ricardo Prudente de Aquino. 

Luis Gustavo Teixeira Garcia e Adriano Costa da Silva são acusados pela promotoria de participação no crime e também por duas fraudes processuais. A maconha encontrada dentro do carro de Ricardo, que não era dele, e a suposta retirada de cápsulas de munição .40 do local onde o publicitário morreu, que caracteriza violação da cena do crime.


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A denúncia já foi encaminhada para a juíza da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Lizandra Maria Lapenna. A juíza deve decidir agora se aceita ou não a denúncia da promotoria.

Os PMs estão em liberdade graças a um habeas corpus concedido, em agosto do ano passado, pelo desembargador Willian Campos, da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.


O caso

O publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, foi morto por volta das 22h do dia 19 de julho de 2012. No dia do crime, os policiais militares da Força Tática do 23º Batalhão Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27 anos, Adriano Costa da Silva, de 26 anos e Robson Tadeu do Nascimento Paulino, de 30 anos, foram presos em flagrante e encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, mas depois foram soltos por determinação da justiça.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, os militares envolvidos admitiram que atiraram em Ricardo mesmo sem ter esboçado resistência depois dele não ter obedecido a ordem de parada e ser peseguido. Ricardo estava em seu carro Ford Fieta preto, quando foi baleado. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu. 

No veiculo da vítima, não foi encontrada nenhuma arma, mas foi apreendido um celular e um tablete de maconha, com peso aproximado de 50 g. No local, também foram recolhidos quatro estojos deflagrados de cápsulas calibre .40. Foi solicitada perícia do Instituto de Criminalística para o local, ao automóvel da vítima e à viatura, que apresentava sinais de batida. As armas usadas pelos policiais foram apreendidas. 

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