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Tribunal de Contas aponta 71 erros na licitação de transportes em SP

Entre os apontamentos, órgão cita a falta de critérios nos pedidos de exclusão e inclusão de linhas. Prefeitura tem prazo de 15 dias para responder

São Paulo|Fabíola Perez, do R7

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TCM suspende licitação de transporte público em São Paulo
TCM suspende licitação de transporte público em São Paulo

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo suspendeu nesta sexta-feira (8) o processo licitatório que previa mudanças no sistema de transportes do município. O órgão apontou 71 irregularidades nos contratos. A partir do momento em que o documento é registrado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, a prefeitura tem 15 dias para responder a cada um dos apontamentos. 

A Prefeitura de São Paulo pretende, com a licitação, remodelar a rede de transportes com a criação de três grupos diferentes de linhas: articulação, distribuição e estrutural. A mudança, no entanto, gerou polêmica e dúvidas entre os usuários de transportes, uma vez que implica na unificação e consequente redução de diversas linhas. O novo sistema de transportes afetaria 25% das linhas.

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Uma das irregularidades apontadas pelo conselheiro Edson Simões é a falta de critérios e requisitos claros nas propostas de alterações de linhas. “Os contratos não preveem critérios e requisitos claros nos pedidos de exclusões e inclusões de linhas pela concessionária nos contratos, sem conter estudo com a população afetada e modal a ser utilizado, bem como a declaração dos poderes públicos (municipal ou estadual) comprovando a existência de linhas que atendam à população afetada”, afirma o conselheiro do TCM no documento encaminhado ao secretário de municipal de mobilidade e transportes, João Octaviano Machado Neto.

Entre os outros apontamentos, estão a falta de justificativa para a opção pelo modelo de concessão, falta de análises que comprovem que os recursos orçamentários da Prefeitura de São Paulo são adequados para executar os serviços em licitação.

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Os conselheiros do Tribunal de Contas do Município também apontaram falta de justificativa para os critérios utilizados na definição dos preços envolvidos nos contratos. Além disso, uma das irregularidades diz respeito à necessidade de transparência e publicidade dos procedimentos referentes aos pedidos de alterações de linhas.

Em relação às concessionárias, o ofício publicado pelo TCM aponta a falta de elementos esclarecedores e critérios que nortearão os procedimentos adotados na revisão da remuneração das empresas que participam da licitação.

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Outro ponto relevante diz respeito ao sistema a ser desenvolvido para avaliação do desempenho do novo sistema. “Existem indefinições no processo de apuração do Sistema de Mensuração do Desempenho, relativas à periodicidade e critérios de avaliação, que podem enfraquecer o efetivo acompanhamento, fiscalização e avaliação dos terminais de transferência”, apontou o documento.

Ainda segundo o documento, falta também previsão para o início dos serviços relacionados ao sistema de monitoramento e gestão operacional das novas linhas.

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Outro lado

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes afirmou que foi notificada nesta sexta-feira (08) sobre a decisão do Tribunal de Contas do Município de suspender a licitação para a concessão do serviço de operação do transporte público em São Paulo.

"A secretaria irá prestar todos os esclarecimentos necessários ao TCM dentro do prazo determinado. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes ressalta que a realização da licitação é importante para garantir um transporte público por ônibus com qualidade, acessível e menos poluente para a cidade de São Paulo", afirmou a pasta. 

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