Logo R7.com
RecordPlus

"Venho para oferecer um ombro amigo", diz baiana que ajuda usuários na Cracolândia 

Nildes Mattos mantém trabalho com jovens grávidas e usuários de droga no centro de SP

São Paulo|Sylvia Albuquerque, do R7

  • Google News
Nildes viajou por acaso a São Paulo, de onde não pretende mais sair
Nildes viajou por acaso a São Paulo, de onde não pretende mais sair

Nascida em Salvador (BA), Nildes Mattos Nery viajou a São Paulo em uma missão evangélica. Foi morar nas ruas do centro e via as pessoas mexendo no lixo para procurar comida. Apesar de ter saído de um lugar com realidade semelhante, achou tudo mais intenso na capital paulista.

Os vizinhos eram o que ela chama de "pessoas invisíveis". Um dia, uma de suas filhas notou que uma garota de programa que fazia ponto em uma esquina não conseguia cliente e pediu à mãe para levar um prato de comida. Foi o primeiro gesto de muitos. Nildes fundou o projeto Ação Retorno com o marido e atua nas ruas de São Paulo com usuários de droga, prostitutas, travestis e pessoas em situação de rua.


A aproximação com esse público levou Nildes a ser convidada pelo governo do Estado a coordenar os conselheiros de abordagem do programa Recomeço. 

— Aqui na Cracolândia, eu sei de cada um. O que cada um faz ou deve. Mas isso não me importa, eu estou aqui para oferecer um ombro amigo, um abraço, uma conversa.


A baiana, que já perdeu as contas de quantas pessoas conseguiu ajudar a sair do vício, já foi homenageada em retratos gigantes que foram inseridos nas vigas do elevado Costa e Silva, o Minhocão. Ela também trabalha com gestantes usuárias de crack e acabou adotando duas crianças, além das duas filhas que já tem.

Bebês de usuárias de crack podem nascer prematuros, com baixo peso e até sofrer com tremores


Mães fazem plantão na Cracolândia à procura de filhos viciados

Grávidas na Cracolândia: jovens contam como vivem entre os filhos e a pedra


Há dez anos em São Paulo, se considera quase uma paulistana, de onde não pretende sair. Os dias na Cracolândia são puxados, cheios de desafios, mas entre um abraço e outro, ela ganha confiança.

— Para a sociedade, as pessoas que estão aqui não passam de lixo. Mas, para mim, elas significam muito.

Nildes passa o dia circulando na região da rua Helvétia, onde os craqueiros naturalmente se juntam para formar a chamada Cracolândia. 

— Eu tenho certeza que não foi em vão que meu destino me trouxe até aqui.

Ela deu uma entrevista exclusiva ao R7. Veja: 

Leia mais notícias sobre São Paulo no R7

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.