São Paulo Vice-prefeito de Arujá (SP) é preso suspeito de desvio de dinheiro

Vice-prefeito de Arujá (SP) é preso suspeito de desvio de dinheiro

Outras quatro pessoas foram detidas na operação por desvio de verba da saúde. Entre elas estão integrantes de facção e funcionária de hospital

  • São Paulo | Vania Souza, da Agência Record

Márcio José de Oliveira, o vice-prefeito de Arujá, foi preso em operação policial

Márcio José de Oliveira, o vice-prefeito de Arujá, foi preso em operação policial

Reprodução / Record TV

O vice-prefeito de Arujá, Márcio José de Oliveira (Republicanos), e outras quatro pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (30), suspeitos de desviar dinheiro da área da saúde do município que fica na Grande São Paulo.

Além do vice-prefeito, foram presos uma funcionária do hospital municipal Dalila Ferreira Barbosa, de Arujá, um integrante de uma facção criminosa paulista e outros dois familiares dele.

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A Polícia Civil de Guarulhos realiza a segunda fase da Operação "Soldi Sporchi", que tem como objetivo o cumprimento de 12 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação é coordenada pelo 4º DP de Guarulhos e os mandados estão sendo cumpridos na capital, Guarulhos, Arujá, Barueri, Indaiatuba, Itu, Mogi das Cruzes, Poá, Bertioga e Suzano. O inquérito está em segredo de Justiça.

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De acordo com o delegado Fernando Santiago, a prisão faz parte do desdobramento da operação Soldier Sporchi que apura supostos desvios de dinheiro da secretaria de Saúde de Arujá.

O dinheiro seria desviado de verbas destinadas a hospitais municipais e um dos destinos era um esquema de tráfico de drogas ligado à facção. O líder da organização, Anderson Lacerda Pereira, está foragido.

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A investigação apura a ligação dos suspeitos em três frentes: desvios para o tráfico de drogas, para lavagem de dinheiro e para fraudes em licitações de serviços públicos, como coleta de lixo.

Os presos na operação são levados ao 4° DP de Guarulhos.

A Prefeitura de Arujá ainda não se pronunciou sobre a prisão.

Em nota, o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento da Medicina, que administra o Hospital e Maternidade Dalila Ferreira Barbosa, informou que não é investigado e que nenhum funcionário da instituição ou do hospital foi preso na operação. Concluiu o comunicado dizendo que está prestando esclarecimentos de forma espontânea, com o intuito de contribuir com as investigações e elucidar o que for necessário.

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