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Vítima de cotovelada em São Roque adia sonho de faculdade: “Interrompeu os planos dela”, diz irmão

Auxiliar de produção foi obrigada ainda a se afastar do trabalho; caso chocou pela brutalidade

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

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Fernanda ficou 16 dias internada, dez deles na UTI
Fernanda ficou 16 dias internada, dez deles na UTI

Ainda em processo de recuperação, a auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, 30 anos, agredida com uma cotovelada no rosto no dia 16 de agosto, em São Roque, interior de São Paulo, foi obrigada a suspender seus projetos de vida. Fernanda, que ficou internada por 16 dias — dez deles na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) —, está recebendo em casa o acompanhamento de uma equipe formada por neurologista e enfermeiros. De acordo com o irmão dela, o universitário Eduardo Cézar, Fernanda sofre de fortes dores de cabeça e apresenta falhas de memória. Ele diz que o episódio interrompeu os planos da irmã, que precisou se afastar do trabalho e adiar o ingresso na faculdade.

— É ruim, porque ela iria estudar agora. Iria fazer faculdade de gestão empresarial e, no fim das contas, acabou tendo essa intercorrência. A vida dela ficou toda atrapalhada. Isso [a agressão] interrompeu os planos dela. Ela poderia estar fazendo o curso dela, o serviço dela e está em uma situação desta. Para a gente, é mais uma preocupação.


Veja o momento da agressão:

A agressão, flagrada por câmeras de segurança de uma loja, chocou pela brutalidade. Com o impacto da cotovelada, a auxiliar de produção caiu e bateu com a cabeça no chão. A violência aconteceu durante uma discussão com Anderson Oliveira, 34 anos, proprietário de um bar na cidade. Ele está preso por tentativa de homicídio qualificado, já que a vítima não teve chance de defesa.


Os advogados de defesa do comerciante disseram que ele está "completamente arrependido" e que não tinha a intenção de matar a vítima.

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Segundo Cézar, a irmã está melhorando, mas precisará ficar em observação durante seis meses. Quando estava internada, ela chegou a dormir amarrada em função das intensas dores de cabeça.

— Ela ficava agitada, tentava levantar e não podia. Daí, tinha que amarrá-la. Ela se contorcia de dor.


O universitário relata que Fernanda não se recorda da violência que sofreu. Disse também que ela ainda não reencontrou o filho de sete anos.

— A gente ainda está preservando o encontro dos dois. Ele não está nem sabendo do ocorrido.

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Justiça

A família contratou um advogado para acompanhar o caso, e Eduardo Cézar afirma confiar na Justiça. 

— Com certeza, a justiça há de ser feita. Só isso que nós queremos, porque se toda vez a Justiça deixar na impunidade uns “bichos” desses, o mundo nunca vai ser mudado. 

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