Logo R7.com
RecordPlus

Vizinhos afirmam que suspeito de amarrar e matar professora era violento com a ex

Segundo moradores, professor de artes marciais e antiga mulher moravam no imóvel antes de ele começar a se relacionar com Éllida

São Paulo|Isabelle Amaral*, do R7

  • Google News
Éllida tinha 26 anos e deixa um filho de 6 meses
Éllida tinha 26 anos e deixa um filho de 6 meses

Os vizinhos do suspeito de matar e amarrar a professora Éllida Ferreira pelos pés e as mãos contam que, antes de os dois se relacionarem, ele era casado, e a antiga mulher era constantemente vítima de agressão.

O R7 teve acesso a algumas conversas entre moradores do condomínio, localizado na zona leste de São Paulo, em que a professora e o marido, que é instrutor de artes marciais, moravam. 


A razão para o fim do relacionamento de Luis Paulo Santos com a primeira mulher, segundo relato de uma amiga dela, foi uma traição com a professora, com quem engatou um relacionamento na sequência.

"A ex vivia com ele havia anos e apanhava. Aí ele conheceu essa professora, traiu a mulher e ainda a tirou da própria casa, porque esse apartamento era dela [da primeira mulher]", afirmou uma amiga da ex-mulher de Luis.


Éllida foi encontrada morta e com sinais de espancamento em um córrego na zona leste de São Paulo, na segunda-feira (7).

Leia também

Alguns moradores do condomínio em que o casal morava revelam também que tomaram conhecimento de um processo da ex-mulher contra Luis por causa do apartamento. A reportagem tentou localizar o processo no nome do agressor, mas não encontrou.


Antes de o homem ser preso, os vizinhos estavam muito apreensivos em comentar o caso, mas, agora, são categóricos ao afirmar que ouviram discussões entre Luis e Éllida diversas vezes.

Uma mulher que mora no apartamento abaixo do imóvel dos dois disse no grupo de moradores que, apesar de as brigas serem constantes, na sexta-feira (4), data em que o crime ocorreu, "ele gritava muito".


Conversa simulada

Depois de o corpo de Éllida ser encontrado com mãos e pés amarrados, o marido fez um boletim de ocorrência para informar sobre o desaparecimento da mulher após ela sair de casa para visitar a mãe em Campinas (SP). O suspeito chegou a simular uma conversa por WhatsApp na qual a professora falava que estava ficando sem bateria.

O homem disse à polícia que foi a hospitais e à rodoviária do Tietê, onde a mulher pegaria o ônibus, mas não teve sinal dela. Ele disse ainda ter viajado a Campinas para confirmar que a mulher não tinha passado por lá. As informações constam no boletim de ocorrência.

Após a informação do desaparecimento, no sábado (5), a mãe e a irmã da professora foram à capital para ajudar nas buscas. Na segunda-feira (7), a polícia informou que havia encontrado o corpo de Éllida em um córrego na zona leste, em um local distante da rodoviária do Tietê.

A mulher foi velada e enterrada na terça-feira (8), mas o marido não apareceu. Ele contou à família que estava passando mal.

A mãe e a irmã de Éllida prestaram esclarecimentos na delegacia ainda na terça, mas Luis não apareceu, mesmo sendo chamado.

Na tarde de quarta-feira (9), ele foi ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) com um advogado e confessou o crime. Ele foi preso preventivamente e aguarda audiência.

Éllida e Luis namoraram por dois anos e se casaram havia um. O casal tinha um filho de 6 meses, que está com avó paterna.

O R7 também tenta localizar a defesa do agressor para um posicionamento. Quando houver resposta, o conteúdo será adicionado à reportagem.

* Estagiária do R7 sob supervisão de Raphael Hakime

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.