Volta para casa preocupa passageiros em meio a greve da CPTM e manifestação contra aumento da tarifa
Ônibus acionados pelo Paese saíam com intervalos de até cinco minutos no Grajaú
São Paulo|Alexandre Saconi, do R7

Com a greve da CPTM e a manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, marcada para começar às 17 h desta quinta-feira (13) na região central, a volta para casa nesta tarde deve ser complicada.
Em meio ao caos provocado pela paralisação de três linhas da CPTM, a técnica em enfermagem Rita Oliveira se mostrava confiante para chegar ao trabalho na manhã desta quinta-feira (13).
— Acredito que em até uma hora devo estar lá.
Já sobre a volta, seu otimismo não foi o mesmo.
— A volta? Só Deus sabe!
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Veja imagens da paralisação do trem
Mesmo sabendo da greve, ela saiu de casa 15 minutos mais cedo hoje. Seu ônibus iria até o terminal Santo Amaro, onde terá que pegar outro até a estação Hebraica-Rebouças. Questionada sobre a possível demora no trajeto, Rita se mostrou confiante.
Rita relatou que, pela manhã, seu marido demorou quatro horas para chegar ao trabalho.
— Ele saiu às cinco horas para pegar o trem no Grajaú e só chegou no serviço, na estação Santo Amaro, às 9h.
Por volta das 12h, a situação já era tranquila no terminal Grajaú, linha 9—Esmeralda da CPTM. Os ônibus do Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) saíam em intervalos de três a cinco minutos. A estação já não enfrentava a mesma lotação registrada mais cedo.
"Tá de graça, não precisa pagar"
Ainda assim, os fiscais da SPTrans encontravam bom humor para orientar passageiros que utilizavam o serviço do Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) na estação Grajaú. Apesar de toda correria e do clima tenso, um dos funcionários, que não quis se identificar, afirmava:
— Tá de graça, gente, não precisa pagar. Não precisa pagar o bilhete, já tá pago.
Na estação Grajaú, as pessoas pegavam o ônibus até o terminal Santo Amaro e, de lá, os veículos partiam para outras estações, como Pinheiros e Jurubatuba. Sobre a volta, um dos passageiros, que não quis se identificar, ponderou:
— O ruim é de manhã. À tarde, as pessoas já estão preparadas para o que vier.
"Vai que a greve já acabou até lá", ponderou um dos fiscais.
Greve
As linhas 11 - Coral (Luz-Estudantes) e 12 - Safira (Brás-Calmon Viana) pararam totalmente às 10h desta quinta-feira (13), segundo informações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A linha 9 - Esmeralda (Osasco-Grajaú) já estava completamente paralisada.
A estação Júlio Prestes, da linha 8 - Diamante (Itapevi-Júlio Prestes), também não estava funcionando. A greve iniciada à 0h desta quinta-feira, atingia mais de um milhão de passageiros no início da manhã, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa.
A greve parcial da CPTM também prejudicava os motoristas que trafegavam pela capital paulista. Por volta das 10h, São Paulo registrou o quarto recorde de lentidão do ano com 123 km de congestionamento.
Manifestação
O Movimento Passe Livre promete fazer a quarta manifestação em São Paulo contra o aumento de passagens na próxima quinta-feira (13). Desta vez, a concentração será na frente do Teatro Municipal de São Paulo, às 17h, na capital paulista. O grupo já fechou a Radial Leste, Consolação, 23 de Maio, 9 de Julho, Paulista, Rebouças, Faria Lima e marginal Pinheiros em protestos anteriores.















