Volume do Sistema Cantareira mantém sequência de quedas e chega aos 5,5%
Quantidade de água armazenada no manancial era de 40% no mesmo período em 2013
São Paulo|Do R7
O nível de água armazenado no reservatório do Sistema Cantareira caiu mais uma vez e opera com 5,5% de sua capacidade nesta quarta-feira (8). A marca é a mais baixa em toda a história das medições da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), não há previsão de chuvas até o início da segunda quinzena do mês. Já as outras represas também tiveram seus respectivos volumes alterados.

O Sistema Alto Tietê atingiu os 11,3%, a represa do Guarapiranga 49,1% e o Sistema Alto Cotia 34%. Em setembro, o secretário de Recursos Hídricos, Mauro Arce, estimou que a atual capacidade do reservatório pode zerar até 21 de novembro. Entretanto, em visita a uma estação de tratamento ao lado do governador Geraldo Alckmin, dias depois, voltou atrás e preferiu não citar números.
O governo do Estado que pretendia ativar uma segunda cota do volume morto, programada, até então, para a última segunda-feira (6), com cerca de 100 bilhões de litros (pouco mais da metade do volume da primeira cota), foi barrado pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal com uma ação civil pública na Justiça. O MP pediu uma “revisão imediata” da retirada de água do Sistema Cantareira pela Sabesp e a proibição da captação integral da segunda parte da reserva do manancial.
Na tentativa de evitar que o nível do sistema siga em queda, Alckmin anunciou nesta semana que ampliou o número de bairros abastecidos pelo reservatório Rio Grande. Com isso, o Cantareira pode deixar de abastecer parte dos bairros da zona leste. O governador afirmou ainda que segue com a política de bônus para quem economizar água.















