Saúde Alimentos ultraprocessados são os maiores vilões do ganho de peso

Alimentos ultraprocessados são os maiores vilões do ganho de peso

Pesquisa mostra que dieta rica no alimento em relação a dieta saudável leva à ingestão de 500 kcal adicionais e ganho de quase 1 kg em duas semanas

alimentos ultraprocessados são os maiores vilões do ganho de peso

Salgadinho de pacote é um alimento ultraprocessado, com alto índice de energia

Salgadinho de pacote é um alimento ultraprocessado, com alto índice de energia

Pixabay

Os alimentos ultraprocessados, que são os salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, biscoitos recheados e refrigerantes, são os maiores vilões do ganho de peso, de acordo com um estudo dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (16) no periódico médico Cell Metabolism.

Alimentos ultraprocessados são aqueles produzidos com a adição de muitos ingredientes, como sal, açúcar, óleos e gorduras, além de substâncias sintetizadas em laboratório, levando a um maior prazo de validade em relação aos processados, além de alterações de cor, sabor, aroma e textura, segundo definição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade).

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Os pesquisadores observaram que a dieta à base de alimentos ultraprocessados levou a um consumo adicional de 500 kcal em relação a uma feita de alimentos minimamente processados. Além disso, as pessoas que consumiram alimentos ultraprocessados ganharam 0,9 kg em duas semanas e as que não consumiram, perderam o mesmo peso no mesmo período.

A pesquisa foi realizada com 20 pessoas, sendo 10 homens e 10 mulheres, com 31 anos em média e IMC (Índice de Massa Corpórea) em torno de 27, considerado sobrepeso. Elas foram internadas e divididas em dois grupos: um recebeu dieta com alimentos ultraprocessados e, o outro, com minimamente processados, durante duas semanas. Após esse período, as dietas se inverteram por mais duas semanas. 

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Os alimentos minimamente processados são aqueles encontrados na natureza ou transformados por meio de métodos como pasteurização, fermentação e refrigeração.

Os participantes recebiam três refeições diárias, com tempo de 1 hora para cada. Eles poderiam consumir o quanto desejassem. 

Os participantes faziam exercícios e realizavam atividades durante a internação, como trabalhar, assistir a filmes e jogar videogames.

O estudo ressalta que, durante o período de dieta minimamente processada, as pessoas apresentaram redução do colesterol ruim (LDL) e dos triglicérides, e ainda redução da produção de grelina, hormônio da fome, e aumento do hormônio PYY, ligado a sensação de saciedade. Já durante a dieta ultraprocessada apresentaram maior ingestão de sódio.

O estudo conclui que a eliminação de alimentos ultraprocessados ​​da dieta diminui a ingestão de energia e resulta em perda de peso, enquanto uma dieta com uma grande proporção de alimentos ultraprocessados ​​aumenta a ingestão de energia e leva ao ganho de peso.

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Os pesquisadores frisam que manter uma dieta saudável é mais oneroso do que ingerir alimentos ultraprocessados. "Os alimentos ultraprocessados ​​são mais baratos e mais convenientes do que preparar refeições usando alimentos integrais não processados ​​e ingredientes culinários", afirmam.

"O estudo não abordou como as escolhas do consumidor entre refeições ultraprocessadas e não processadas podem ser influenciadas pelo custo e pela conveniência".

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