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Anvisa autoriza testes clínicos com vacina para covid-19 no Brasil 

Imunizante, em desenvolvimento na Universidade de Oxford, será aplicado em 2 mil voluntários que não entraram em contato com o novo coronavírus 

Saúde|Ricardo Pedro Cruz*, do R7, com Agência Estado

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Imunizante é considerado o mais avançado e também um dos mais promissores
Imunizante é considerado o mais avançado e também um dos mais promissores

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada em pacientes no Brasil. O procedimento foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na terça-feira (2), em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com órgão, para a realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, os laboratórios precisam, necessariamente, de autorização dos CEPs (Comitês de Ética em Pesquisa) ou da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa).

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"Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o seu perfil de segurança foi aceitável", explicou a agência em nota oficial. 

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A vacina, que nesta semana entrou na terceira fase de testes clínicos, será aplicada em pelo menos 10 mil pessoas em todo o mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, os testes serão iniciados ainda neste mês e as doses administradas em 2 mil voluntários que não tiveram contato com o novo coronavírus, em São Paulo e no Rio de Janeiro —os dois estados que concentram o maior número de infectados.

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Veja: Vacina de Oxford contra covid-19 será testada no Brasil neste mês

No estado paulista, o CRIE (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), será o responsável por conduzir os estudos clínicos, que contam com o apoio financeiro da Fundação Lemann. 

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Brasileira comanda testes em Liverpool

Dentre os mais de 70 imunizantes em desenvolvimento atualmente em todo o mundo, este é considerado o mais avançado e também dos mais promissores. E à frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool está uma brasileira, a imunologista Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

A aposta nesta vacina é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. "Passamos da fase um para a fase três em apenas dois meses", diz a brasileira. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível novo atraso na proteção da população mundial.

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A vacina de Oxford parte de estudos que já tinham sido feitos para a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grade) e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), também causadas por coronavírus. Por isso, a segurança da substância já havia sido parcialmente testada, o que permitiu que o processo fosse um pouco mais acelerado.

*Com a colaboração de Guilherme Carrara, estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Marques. 

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