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Anvisa proíbe propaganda da ‘caneta emagrecedora’ com semaglutida Semavy; entenda

Divulgação irregular do medicamento ocorreu por meio de vídeos, sites, mídias sociais e em um aeroporto, segundo a agência nacional

Saúde|Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa proibiu a propaganda do medicamento Semavy, uma "caneta emagrecedora" com semaglutida, nesta sexta-feira (25).
  • O Semavy é fabricado pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. e é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.
  • Propagandas de medicamentos com tarja vermelha ou preta são proibidas no Brasil e devem ser direcionadas apenas a profissionais de saúde.
  • A Anvisa encontrou propagandas do Semavy em painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em redes sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Remédio é considerado de tarja vermelha e exige prescrição em duas vias, com retenção de uma Marcello Casal jr/Agência Brasil – Arquivo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta sexta-feira (25), a propaganda do medicamento Semavy, do tipo “caneta emagrecedora” com semaglutida. O fármaco funciona como um hormônio intestinal prescrito para tratamento da diabetes e da obesidade.

Fabricado pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., o Semavy tem aprovação da Anvisa e indicação para uso em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.

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O motivo para a proibição envolve a lei que proíbe a propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta no Brasil. A Anvisa constatou que esse tipo de prática ocorria com o Semavy em painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas (SP), em um site do fármaco, em contas nas mídias sociais e em vídeos promocionais.

Atualmente, a legislação autoriza apenas propagandas de medicamentos sem tarja vermelha ou preta na embalagem, pois a compra deles não exige prescrição médica.

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“Os medicamentos que exigem prescrição médica (tarja vermelha ou preta) devem ter a divulgação restrita aos profissionais de saúde que podem receitar (médicos ou dentistas) ou dispensar (farmacêuticos) medicamentos”, ressalta a Anvisa.

O Semavy, nesse caso, trata-se de um remédio com tarja vermelha e, por isso, requer retenção de receita médica em duas vias, como os demais medicamentos do tipo GLP-1.

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Por meio de nota, a farmacêutica Hypera S.A., responsável por subsidiar a Cosmed, informou que “mantém diálogo permanente e transparente com a Anvisa” e que “adotou as medidas necessárias em relação às comunicações da linha Semavy”.

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