Anvisa suspende propaganda de suplemento à base da pílula do câncer
Agência explica que fosfoetanolamina não é proibida, mas não pode ser vendida como cura
Saúde|Do R7

A Anvisa determinou a suspensão de todas as propagandas e publicidades de dois suplementos alimentares à base de fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”. A agência alega que os fabricantes desses suplementos atribuem propriedades terapêuticas, de saúde ou funcionais aos produtos sem comprovação científica, o que é proibido no Brasil.
A decisão vale para os produtos Phospho 2-AEP imune system”, marca New Life, e “Fosfoetanolamina Phospho Ethanolamine”, da Quality Medical Line, do Laboratório Frederico Diaz.
Segundo a Anvisa, nenhum dos fabricantes protocolou qualquer pedido de registro da fosfoetanolamina, seja na forma de suplemento ou medicamento. A substância não é proibida, mas precisa estar registrada na Anvisa para ser comercializada no Brasil.
Pílula do câncer tem efeito reduzido
Em nota, a agência explica que para que suplementos à base da substância sejam comercializados no País, é necessário que esses produtos não façam alegações de que possuem indicações terapêuticas ou medicamentosas. “Essa medida é importante para evitar que o consumidor seja enganado por produtos que prometam a cura de doenças sem que tenham apresentado qualquer prova científica nesse sentido”.
Ainda de acordo com a Anvisa, tais regras se aplicam aos suplementos e alimentos comercializados no Brasil, sejam eles fabricados no País ou importados. Para serem comercializados, é necessário registro em uma das categorias.
Por fim, a agência informa que o consumidor brasileiro pode comprar, via internet ou mesmo em viagens ao exterior, substâncias que não têm registro no Brasil, desde que seja comprovada a aquisição do produto para uso individual. Se for medicamento, será necessária prescrição médica. Já a comercialização, é expressamente proibida.
Duas visões: a 'pílula do câncer' deve ser liberada no Brasil?















