Logo R7.com
RecordPlus
‌

Entenda a castração química, que teria ocorrido com Michael Jackson

Médico que acompanhou os últimos anos do ídolo pop afirmou em vídeo que Michael foi castrado quimicamente pelo pai para continuar com a voz fina

Saúde|Gabriela Lisbôa, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Michael Jackson com o pai, Joe, em uma das raras aparições públicas juntos, em 2005
Michael Jackson com o pai, Joe, em uma das raras aparições públicas juntos, em 2005

A castração química é um processo que inibe a produção ou a circulação de testosterona no organismo. Quando administrada antes da adolescência, é capaz de retardar a puberdade e evitar as transformações pelas quais o organismo de um menino passa neste período.

A notícia de uma possível castração química no maior astro da música pop caiu como uma bomba entre os fãs e admiradores de Michael Jackson.

‌

Um vídeo divulgado pelo site norte-americano The Blast, especializado em celebridades, mostra o médico Conrad Murray acusando o pai de Michel, Joe Jackson, de castrar quimicamente o cantor.

Veja o vídeo, em inglês:

‌

De acordo com o médico, a castração teria sido feita na infância do cantor, por meio de injeções de hormônio, para retardar a puberdade e manter a voz fina e aguda de Michael.

Conrad Murray é o médico que foi condenado e cumpriu dois anos de prisão por matar o cantor. Ele foi condenado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) depois de administrar uma dose letal do anestésico propofol no cantor.

‌

Na gravação, Murray também afirma que Joe foi “um dos piores pais de todos os tempos” e que espera que ele esteja “encontrando redenção no inferno”.

Joe Jackson morreu no dia 27 de junho, de câncer, aos 89 anos.

‌

Murray já havia falado sobre a castração química no livro This Is It! A vida secreta do Dr. Conrad Murray e Michael Jackson.

Michael Jackson durante apresentação em 1997 em Viena, na Áustria
Michael Jackson durante apresentação em 1997 em Viena, na Áustria

Castração química elimina a libido

De acordo com o urologista Ubirajara Ferreira, chefe do Departamento de Cirurgia da Unicamp, castração química é uma tentativa de deixar o indivíduo sem função testicular, mas sem fazer uma cirurgia, portanto, sem remover o testículo.

Para isso, são injetadas drogas capazes de inibir a produção ou a circulação de testosterona no organismo.

A testosterona é o principal hormônio masculino produzido nos testículos. Ela controla o desenvolvimento das características sexuais e reprodutivas do homem.

Isso significa que a testosterona é a responsável pelo desejo sexual, pela capacidade de ereção e até pelo crescimento e desenvolvimento do corpo.

Ferreira explica que os meninos começam a produzir testosterona na adolescência, por isso essa é uma fase de mudanças no corpo. "O adolescente passa por um período de transformações. Os músculos começam a se desenvolver, a voz engrossa, a barba começa a crescer, são mudanças típicas da idade”.

Quando a castração química é feita antes da adolescência, antes dos 14 ou 15 anos, as drogas usadas anulam as funções da testosterona e, por isso, essas mudanças não acontecem – passam a acontecer apenas quando as drogas deixam de ser administradas.

Uma criança que está passando por um processo de castração química não vai engrossar a voz, criar barba, ter ereções, libido ou se transformar em um adolescente. “Por outro lado, vai crescer muito, vai ser uma criança muito alta porque o que faz com que o organismo pare de crescer também é a testosterona”, destaca o médico.

O vídeo não deixa claro se a suposta castração química em Michael Jackson aconteceu apenas durante a infância ou se continuou ao longo dos anos.

Ubirajara Ferreira explica que, a longo prazo, a falta do hormônio no organismo pode trazer efeitos colaterais, como fragilidade óssea e cansaço e fraqueza muscular.

Por outro lado, a castração química pode ajudar no tratamento do câncer de próstata. O urologista explica que, em alguns estágios, quando o câncer não responde a outros tratamentos, a inibição da testosterona pode ajudar a frear o crescimento do tumor, já que este hormônio estimula o crescimento do tumor.

"Andrea Chénier" é encenada na Ópera Milão este ano; castração foi usada em óperas até século 19
"Andrea Chénier" é encenada na Ópera Milão este ano; castração foi usada em óperas até século 19

Castração x voz fina

No passado, a castração cirúrgia já foi uma prática utilizada para que cantores continuassem com a voz fina após a puberdade.

Os registros mais antigos datam dos anos 400, no Império Bizantino, quando os corais costumavam ter homens castrados para as vozes mais agudas.

A prática foi retomada nos séculos 17 e 18, nas companhias de ópera na Itália. Na época, crianças pobres, órfãs ou abandonadas eram castratas para se transformarem em cantores capazes de encenar papéis femininos. A prática foi proibida em 1870.

Biografias de Michael Jackson levantam boatos sobre o cantor:

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.