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Falar dois idiomas pode retardar a demência, revela estudo

Efeitos protetores do bilinguismo podem se estender para pessoas analfabetas

Saúde|Do R7

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Falar mais de um idioma leva a um melhor desenvolvimento das áreas do cérebro que desempenham funções executivas e tarefas de atenção
Falar mais de um idioma leva a um melhor desenvolvimento das áreas do cérebro que desempenham funções executivas e tarefas de atenção Fuse/Getty Images/Fuse

As pessoas que falam dois idiomas podem conseguir afastar a demência por anos, independente de terem ou não a habilidade de ler em ambos, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (6).

O estudo, divulgado no periódico americano Neurology é o primeiro do tipo a demonstrar que os efeitos protetores do bilinguismo podem se estender para as pessoas que são analfabetas.

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Os cientistas acompanharam uma população de 648 pessoas na Índia. Todas haviam sido diagnosticadas com algum tipo de demência e tinham 66 anos, em média.

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Ao analisar os dados, eles descobriram que aqueles que falavam dois idiomas desenvolveram demência cerca de quatro anos e meio mais tarde do que os monoglotas (falantes de um único idioma).

As diferenças se mantiveram independentemente de conseguirem ler ou não. Dos participantes do estudo, 14% eram analfabetos.

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O início tardio de perda da memória, tanto na demência vascular quanto no mal de Alzheimer, também foi observado independente de fatores como educação, gênero, ocupação ou residência rural ou urbana.

A autora do estudo, Suvarna Alladi, do Instituto Médico Nizam em Hyderabad, Índia, disse que "nosso estudo é o primeiro a reportar uma vantagem de falar dois idiomas nas pessoas que não conseguem ler".

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Segundo ela, a pesquisa sugere "que o nível de educação de uma pessoa não é uma explicação suficiente para esta diferença".

— Acredita-se que falar mais de um idioma leve a um melhor desenvolvimento das áreas do cérebro que desempenham funções executivas e tarefas de atenção, o que pode ajudar a proteger (o indivíduo) do início da demência.

De acordo com a pesquisa, não há efeito protetor adicional contra a demência entre pessoas participantes do estudo que falavam mais de dois idiomas.

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