Febre amarela: zoológico de SP reabre após caso em macaco
Segundo Secretaria do Meio Ambiente, caso foi fato isolado, com baixo risco de transmissão para humanos; local estava fechado desde 23 de janeiro
Saúde|Do R7
Após ficar quase dois meses fechados por causa da morte de um macaco bugio com febre amarela, o Zoológico de São Paulo, o Zoo Safári e o Jardim Botânico foram reabertos para o público na manhã desta quinta-feira, 15. A visitação foi suspensa em 23 de janeiro e a reabertura ocorre na véspera do aniversário de 60 anos do zoológico.
Em nota publicada em seu site, o Zoológico informou que um parecer das secretarias estaduais da Saúde e do Meio Ambiente apontou que o caso registrado de infecção pelo vírus foi considerado "um fato isolado, com baixo risco de transmissão para humanos".
Localizadas na zona sul, as unidades integram o Parque Estadual Fontes do Ipiranga (Pefi) - maior área de Mata Atlântica dentro do perímetro urbano da Grande São Paulo.
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Exames laboratoriais foram realizados em macacos e mosquitos da área e constataram que "não há evidências da circulação do vírus de forma ampla e contínua na área". Segundo a instituição, há bandos de macacos saudáveis habitando o local e a densidade de mosquitos silvestres é considerada baixa.
O comunicado diz ainda que os visitantes devem estar imunizados contra o vírus e que cartazes serão colocados nas entradas do local para avisar que a vacina deve ser tomada dez dias antes da visita.
Com o caso confirmado de febre amarela no local, os macacos de espécies suscetíveis ao vírus, como mico e macaco-aranha, foram realocados em locais com telas. Também foram retirados das ilhas dentro do lago dentro do complexo.
O período fechado fez com que o parque tivesse um prejuízo de quase R$ 6 milhões, verba retirada da reserva do parque, e que ao menos 100 permissionários fossem demitidos.
Macacos: vítimas e aliados contra a febre amarela
Além de não serem os responsáveis pela transmissão da febre amarela, os macacos ajudam mapear a presença do vírus no ambiente. Ao confirmar a morte de um macaco pela doença, as equipes de vigilância sanitária e controle de zoonoses conseguem mapear ár...
Além de não serem os responsáveis pela transmissão da febre amarela, os macacos ajudam mapear a presença do vírus no ambiente. Ao confirmar a morte de um macaco pela doença, as equipes de vigilância sanitária e controle de zoonoses conseguem mapear áreas de risco e organizar campanhas de vacinação






















