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Vacinação na gravidez: 79% das gestantes ainda têm dúvidas

Pesquisa mostra avanço na recomendação médica, mas desinformação persiste

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Woman's hand applying moisturizer her belly

Quase nove em cada dez grávidas brasileiras ouviram do médico que deveriam se vacinar durante a gestação em 2026, uma proporção que era de 77% há dois anos. No entanto, para 79% das entrevistadas ainda há ao menos uma dúvida ou crença equivocada sobre a imunização nesse período.

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Os dados fazem parte de um levantamento do Ipsos-Ipec, realizado a pedido da Pfizer entre 13 e 28 de julho de 2026, que ouviu 530 gestantes brasileiras de 18 a 45 anos. Como a primeira edição do inquérito ocorreu em 2024, foi possível comparar os índices.

O estudo aponta que 72% das gestantes sabem que a gravidez possui um calendário de vacinas próprio, em comparação a 58% na edição anterior. Apesar disso, um quarto delas ainda acredita que basta manter os imunizantes indicados para mulheres da mesma idade. Pouco mais da metade (51%) sabe que existem vacinas que não podem ser aplicadas durante a gestação, e 31% desconhecem que parte das vacinas tomadas pela mãe já protege o bebê ao nascer.

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Queda na desinformação

A desinformação registrou queda. Em 2024, 64% das entrevistadas rejeitavam a ideia de que vacinas provocam autismo no bebê, índice que subiu para 76%. Além disso, a crença de que os imunizantes causam sequelas duradouras na criança foi descartada por 70% das participantes.

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Quando a gestante se vacina, os anticorpos produzidos por ela atravessam a placenta e chegam ao feto, garantindo proteção nos primeiros meses de vida. “A vacinação materna é extremamente importante para a proteção do bebê em um período em que ele ainda é muito pequeno para contar com seu próprio sistema imunológico e calendário vacinal”, afirma Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil.

Entre as entrevistadas, 77% apontaram o obstetra como a principal fonte de informação. Das que receberam orientação para se vacinar, 96% afirmaram que já se vacinaram ou iriam cumprir a recomendação. O percentual de grávidas aconselhadas a não tomar vacina despencou de 7% para 1% no intervalo de dois anos.

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Ainda assim, apenas 6% apontam a imunização como tema de destaque na consulta médica. Os exames de rotina lideram com 50%, seguidos pelos sintomas da gestação (15%) e pelo parto (13%).

A percepção sobre a vacina é amplamente positiva: 62% das gestantes veem o produto como proteção e cuidado, ante 51% em 2024. Apenas 4% relatam medo.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

O levantamento também abordou o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maioria dos casos de bronquiolite em bebês. Desde dezembro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina contra o VSR para gestantes.

A bronquiolite lidera a lista de doenças infecciosas que mais preocupam as grávidas, sendo mencionada por 60% delas, comparado a 40% em 2024. Apesar da preocupação, apenas 46% sabem que a doença pode levar bebês e idosos à hospitalização e até à morte.

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